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Seis presos por extorsões a comerciantes em Niterói

Três suspeitos ainda estão foragidos

relogio min de leitura | Redação 09 de março de 2018 - 08:02
Muitos comerciantes acabaram fechando as portas por se recusarem a pagar o ‘pedágio’ ao tráfico
Muitos comerciantes acabaram fechando as portas por se recusarem a pagar o ‘pedágio’ ao tráfico -

Por Renata Sena

Agentes da 81ªDP (Itaipu) identificaram nove traficantes, entre eles duas mulheres, acusados de extorsões a comerciantes da Região Oceânica, que chegaram a fechar as portas, depois de obrigados a pagar ‘pedágios’ para continuar funcionando, no Engenho do Mato e Itaipu. Na tarde de ontem, seis mandados de prisão foram cumpridos, cinco deles no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Três criminosos permanecem foragidos.

O caso começou a ser investigado em outubro, após denúncias, e os criminosos se revoltaram com a resistência dos comerciantes, que se negavam a pagar taxas de até R$ 3,5 mil por mês.

No início de janeiro, um depósito de gás foi alvo dos traficantes, que efetuaram diversos disparos contra um depósito de venda de gás, que chegou a cancelar entregas e mudar o horário de atendimento, por medo dos bandidos.

De acordo com as investigações, quem ordenava as extorsões era Anderson Camilo Pinto, o Gordinho ou GD, que mesmo preso em Bangu continua a controlar e gerenciar o tráfico da Rua 53, no Engenho do Mato, em Niterói.

Outros quatro acusados de extorsão, tráfico, associação para o tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, também já estavam presos. O sexto acusado foi preso no Engenho do Mato.

As prisões são decorrentes da ‘Operação Mercaptano’, em referência ao composto químico acrescentado ao gás para que tenha odor e se alerte facilmente algum vazamento. Na ação também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

Os policiais destacaram que “A investigação é uma resposta aos comerciantes e à população, sobre a necessidade de que haja confiança na Polícia Civil para que os fatos sejam devidamente noticiados, viabilizando a investigação necessária”.

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