Polícia ainda não tem pistas de dupla que atirou em estudante em São Gonçalo

O caso aconteceu a poucos metros de onde o jovem estudava, no bairro Patronato

Escrito por Redação 28/02/2018 10:43, atualizado em 28/02/2018 07:56
Estudante permanece internado no CTI do PSSG. Mãe disse que a bala alojada no ombro já foi retirada
Estudante permanece internado no CTI do PSSG. Mãe disse que a bala alojada no ombro já foi retirada . Foto: Alex Ramos

Por Thuany Dossares


Um dia depois do estudante do Colégio Estadual Walter Orlandini, Rafael Dias Matos, de 16 anos, ser baleado a poucos metros da unidade de ensino, no Patronato, em São Gonçalo, logo após sair da aula, o clima de aparente tranquilidade disfarçava a tensão de quem passava pela Praça dos Ex-Combatentes.

Na manhã de ontem o clima era de insegurança na região onde ocorreu o crime. Com medo, moradores e estudantes da escola, localizada nas proximidades do Morro do Feijão, relutavam em conversar com a equipe de OSG.

Apenas uma estudante de pedagodia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que fica ao lado do Walter Orlandini desabafou sobre a situação. “É complicado, assim como foi um aluno de lá, poderia ser qualquer um de nós da Uerj. Aqui é muito perigoso. Quando acaba a minha aula eu já separo o dinheiro da passagem antes de chegar ao ponto. Para não ficar dando mole ali, não fico mexendo em celular. Também fui aluna do Walter, e sempre fiquei com medo”, declarou a universitária, que preferiu não se identificar.

Em dezembro de 2017, a 73ªDP (Neves), que está investigando o caso de Rafael, registrou 174 casos de roubo a pedestres. Enquanto o total na cidade foram cerca de 500 casos. Nesse período, São Gonçalo registrou 17 crimes por dia.

Estado de saúde - Rafael permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Pronto Socorro São Gonçalo (PSSG), em estado estável. Segundo a direção do hospital, o adolescente já iniciou a alimentação pastosa e hoje deve ser transferido para o quarto, podendo receber alta médica e ir para casa em até 48 horas.

A mãe de Rafael, a pedagoga Maria Martha Dias, contou que o filho está bem e, inclusive, já está conversando. “Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso. A bala que estava alojada no pescoço dele foi removida sem causar nenhum dano e os médicos falaram que ele não irá sofrer nenhuma sequela”, comemorou a pedagoga.

Maria Martha contou que o sonho de seu único filho é ser músico e que o fato do tiro ter atingido o pescoço o deixou preocupado com o seu futuro. “Meu filho canta e toca violão. O sonho dele é ser músico e ele quer fazer até a faculdade de música da UFRJ. Quando ele chegou ao hospital, a preocupação dele era com a voz. Ele perguntava para os médicos se ficaria sem voz, se ainda poderia cantar”, falou.

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