Travesti é ‘julgada’ e executada por traficantes no Porto Velho

Uma segunda pessoa conseguiu fugir dos bandidos

Escrito por Redação 23/02/2018 07:50, atualizado em 23/02/2018 07:48
Moradores contaram que os criminosos chegaram por volta de 10h, trazendo as vítimas num carro
Moradores contaram que os criminosos chegaram por volta de 10h, trazendo as vítimas num carro . Foto: Alex Ramos

Julgado e condenado à morte por um ‘tribunal’ do tráfico, a travesti Claudia Oliveira (Alan Oliveira Rodrigues no registro civil), de 26 anos, foi assassinada a tiros, na manhã de ontem, no Porto Velho, em São Gonçalo. Além dela, que trabalhava fazendo lanches, um homem ainda não identificado foi baleado, mas conseguiu escapar.

O corpo de Claudia foi encontrado na Rua Manoel Duarte, próximo à comunidade Campo da Brahma, e ao seu lado estava um isopor com a inscrição “Robando morador. Ass tropa da Santo Cristo. Só os cria, tudo 3 (sic)”. De acordo com moradores da região, um carro preto chegou com a travesti e o outro homem ao local, por volta das 10h. Ele foi baleado numa das mãos, mas conseguiu correr, já ela acabou sendo executada.

Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) foram até o endereço, que fica próximo à BR-101, para realizar perícia técnica. De acordo com as investigações dos agentes, Claudia estava morando no Fonseca, Zona Norte de Niterói, e o crime pode ter sido cometido por traficantes do Morro do Santo Cristo, no mesmo bairro, que tem a venda de drogas gerenciada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Enquanto era realizada a perícia, o pai de Claudia chegou e não conteve às lágrimas ao ver a filha. “Ele era uma pessoa muito amável, fazia amizade rápido e muito alegre. Estive com ele na semana passada, no aniversário dele. Cheguei hoje para trabalhar e quando me falaram que tinha uma pessoa morta aqui, não sei porque, mas na hora senti que podia ser ele, instinto de pai, não sei explicar”, lamentou ele, que é o funcionário de um frigorífico.

O baleado está internado num hospital da região. O corpo de Claudia foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), em Tribobó.

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