Pai de policial militar morto faz desabafo emocionado no sepultamento do filho

Amigos e familiares precisaram custear o enterro

Escrito por Redação 22/01/2018 09:03, atualizado em 21/01/2018 09:48
>> Muitos amigos e parentes compareceram ao sepultamento
>> Muitos amigos e parentes compareceram ao sepultamento . Foto: LEONARDO F



“Meu filho está aqui (sepultado), e a preocupação agora é com vocês. Todos vocês, amigos de trabalho dele, que saem para defender pessoas quem vocês nem conhecem, podem ter certeza que eu vou lutar para que isso não fique impune. O que aconteceu com ele pode acontecer com vocês a qualquer momento, e isso precisa acabar. Hoje (ontem) estou enterrando meu filho, e o Estado alega que nem dinheiro tem para um sepultamento digno que ele tem direito. Estou de ‘saco cheio’ desse país, no qual polícia não é respeitada nem mesmo pelo Estado. Ele está aqui (cemitério) por ter escolhido ser policial e lutar para proteger a população, mas nem honra militar o Estado ofereceu”. O relato, carregado de emoção e dor, é do pai do soldado da Polícia Militar Patrick Batista Lopes, de 27 anos, executado com 11 tiros e encontrado morto dentro de seu próprio carro, na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na altura da Favela da Linha, em São Gonçalo, na madrugada da última sexta-feira.


Patrick foi enterrado no final da manhã de ontem, no Cemitério Municipal de Maricá, com sepultamento custeado por amigos e familiares. A “vaquinha” foi necessária porque a Polícia Militar alegou que a morte não aconteceu em “ato de serviço”, mesmo com a lei garantindo a qualquer policial o direito de auxilio- funerário.


Patrick foi o oitavo agente de Segurança Pública morto nos 19 primeiros dias do ano, no Estado do Rio de Janeiro. Desse total, sete eram policiais militares e nenhum estava em serviço. Três casos aconteceram em São Gonçalo: no Mutuá, Galo Branco e Rio do Ouro. (Renata Sena)



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