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PM é encontrado morto com 15 tiros dentro do carro em São Gonçalo

Soldado teria sido reconhecido em tentativa de assalto

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 20 de janeiro de 2018 - 07:48
>> A execução do soldado PM Patrick está sendo investigada por policiais da Divisão de Homicídios
>> A execução do soldado PM Patrick está sendo investigada por policiais da Divisão de Homicídios -

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos, no Rio, o soldado da PM Patrick Batista Lopes, de 27 anos, foi encontrado morto com pelo menos 15 tiros, dentro do próprio carro, às margens da RJ 106, na altura de Várzea das Moças, em São Gonçalo, no início da madrugada.

Agentes do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) realizavam patrulhamento de rotina pela rodovia quando tiveram a atenção voltada para um Agile preto, que estava abandonado às margens da pista, na altura do km 8, no trevo de Várzea das Moças, por volta das 0h30. O local fica em frente à Favela da Linha, no Rio do Ouro. No banco de trás do carro, eles viram o corpo de Patrick, que estava com um coldere na cintura, e sua carteira funcional ao lado. A arma dele não foi encontrada.

Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) foram acionados para realizar perícia e constataram que o corpo do soldado apresentava 15 lesões de disparos por arma de fogo. Os policiais ainda realizaram exame papiloscópico no automóvel para tentar recolher impressões digitais dos autores do crime.

De acordo com o delegado Marcus Vinicius Amim, a principal linha de investigação é a de execução. O PM morava em Itaipuaçu, Maricá, e estava há quatro anos na Polícia Militar. Apesar de ter sido executado possivelmente pelo fato de ser reconhecido como policial militar, o comando da Polícia Militar se recusou a custear as despesas do sepultamento, alegando que o soldado não foi morto em serviço. Para pagar as despesas do enterro, a família dele pediu a ajuda dos amigos, que realizaram uma ‘vaquinha’.

Monique Batista, 23, irmã do policial, divulgou um vídeo emocionado na internet, como desabafo.

“Meu irmão foi assassinado com 11 tiros, a carteira dele estava do lado do corpo. Foi um assalto e viram a carteira dele. E o estado tem coragem de falar que ele não tem direito a nada. Nem um enterro digno, pois quem tá se juntando para pagar o enterro são os amigos que estão fazendo vaquinha. A gente não quer dinheiro do Estado, a gente não quer pensão, não queremos nada! A única coisa que queríamos era que meu irmão fosse enterrado com honra e dignidade, porque ele largava a família dele para subir morro e enfrentar bandido, para defender todo mundo. E agora a gente tem que ouvir que ele não estava de serviço? Ele estava de serviço 24 horas, o policial está de serviço 24 horas”, afirmou.

A assessoria de imprensa da PM respondeu através de nota e por email, que “O falecimento do policial não foi dado como ato de serviço”.

Lei - Artigo 53 da lei 279/79, que dispõe sobre remuneração de PMs do Estado, diz que em caso de falecimento do policial, antes de realizado o enterro, o pagamento do auxílio-funeral será feito a quem de direito pela instituição, antes de qualquer formalidade, exceto a da apresentação do atestado de óbito.

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