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Traficantes cobram taxa de comerciantes para repor prejuízo de apreensões em Niterói

Criminosos ameaçam trabalhadores na Avenida Central

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de janeiro de 2018 - 08:32
>> Os traficantes citam depósito atacado para forçar comerciantes a darem dinheiro nas extorsões
>> Os traficantes citam depósito atacado para forçar comerciantes a darem dinheiro nas extorsões -

Dias depois de um depósito de gás do Engenho do Mato, na Região Oceânica de Niterói, ser atacado por traficantes da comunidade do Pau Roxo, que exigiam uma ‘taxa’ para que a empresa continuasse atuando no local, comerciantes da Avenida Central, em Itaipu, na mesma região da cidade, estão sendo coagidos por traficantes da favela do Rato Molhado, que estão ameaçando e exigindo uma ‘colaboração’ dos empresários.

O pedido de ajuda dos comerciantes chegou aos policiais da 81ª DP (Itaipu), que já iniciaram uma investigação sobre o caso. Conforme informações de um dos empresários abordados pelos criminosos, o valor exigido pelos traficantes seria para sanar o ‘prejuízo’ que eles estão tendo por causa das constantes operações policiais nas comunidades da região. O valor exigido pelos bandidos ainda não foi divulgado, já que para cada comerciante, eles podem ter solicitado quantias diferentes. Contudo, se o valor é alterado, a forma de coagir os trabalhadores é sempre a mesma: ameaça e uso da força.

Para aumentar a tensão dos comerciantes, os traficantes usam o caso do depósito de gás como exemplo e alegam que ‘quem não pagar, sofrerá a mesma coisa que o proprietário da empresa de gás’, que teve que parar de fazer entregas, além de ter seu estabelecimento alvejado pelos criminosos.

Agentes da 81ªDP (Itaipu) estão investigando o caso e buscando informações para identificar e localizar os envolvidos na tentativa de extorsão.

Recordando – No início do mês, os policiais da 81ªDP (Itaipu) começaram a investigar a informação de que traficantes do Engenho do Mato estariam cobrando ‘pedágio’ para que a empresa Liquigás pudesse fazer entregas de gás na região.

A extorsão teria começado em outubro, quando criminosos do Comando Vermelho (CV) passaram a exigir R$ 3,5 mil por mês para que a distribuidora de gás fizesse entregas.

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