Policiais presos na Operação Calabar vão para prisão domiciliar
Apesar da soltura, PMs não estão autorizados a sair de casa

Pouco menos de seis meses depois de serem presos na Operação Calabar – que culminou na prisão de 96 policiais militares sob acusação de corrupção – 32 PMs ganharam, ontem (18), o benefício da prisão domiciliar. Entre os réus está o sargento André Luiz de Oliveira Sodré, conhecido como Sobrancelhudo, que é apontado como um dos responsáveis por comandar uma ala do Grupamento de Ações Táticas (GAT) que mais faturava com ‘arregos’ de traficantes.
A decisão partiu da juíza da Auditoria da Justiça Militar, Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, e contou com a concordância do Ministério Público (MP). No entanto, apesar da soltura, os militares não estão autorizados a sair de suas casas por tempo integral. Até para saírem do presídio, os agentes serão escoltados por não poderem utilizar meios próprios de locomoção.
Ainda nesta terça-feira (19), mais um grupo de policiais presos durante a Operação Calabar será interrogado pela Auditoria Militar. Segundo informações passadas pelo Tribunal de Justiça (TJ-RJ), através de nota, "pode ser que novas prisões domiciliares sejam deferidas, mas cabe ao MP pedir e a Justiça acatar, dependendo do que acontecer na audiência".
No total, foram 96 policiais presos durante a Operação Calabar. Todos eles estavam lotados ou já tinham servido no 7º BPM (São Gonçalo). Os processos contra os militares são por corrupção passiva e organização criminosa e estão sendo julgados pela Justiça Militar e pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo.