PM reformado morto durante tentativa de assalto é sepultado em São Gonçalo
Cerca de 150 pessoas estiveram no enterro

O policial militar reformado Wilson Mendes, de 66 anos, executado na tarde de sexta-feira, durante uma tentativa de assalto em sua loja de material de construções, no Barro Vermelho, em São Gonçalo, foi sepultado no final da tarde de ontem, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo.
Ainda muito abalados com a fatalidade, os familiares da vítima não falaram com a imprensa e receberam o carinho e o apoio de dezenas de policiais que foram na cerimônia fúnebre. “A nossa corporação está de luto, pois mesmo na reserva ele morreu por ser policial militar. Ele não deixou a profissão. Hoje, a gente só pode tentar passar um pouco de conforto para a família”, disse o coronel André Henrique, comandante do 25ª BPM (Cabo Frio).
Cerca de 150 pessoas acompanharam o sepultamento e o sentimento de insegurança era o que perpetuava no local. “É difícil de acreditar que uma pessoa que estava trabalhando tenha um fim desse. Se tivesse doente, a gente ainda busca conforto acreditando que a pessoa descansou, mas ele estava bem. Uma pessoa do bem”, disse um amigo da vítima.
O crime aconteceu por volta das 15h10 de sexta-feira, quando os suspeitos chegaram na Travessa Mota em um palio branco e anunciaram o assalto. Wilson estava sozinho na loja, já que horas antes do crime, um funcionário teria passado mal e pediu para ir a um hospital. Com um problema na perna direita, a vítima estava andando de muletas e iria fazer uma cirurgia nos próximos dias. Debilitado fisicamente, o policial costumava andar armado para se proteger de eventuais assaltos.
O comércio era mantido por ele naquele ponto há 26 anos. Pelo menos, dois homens teriam anunciado o assalto, surpreendendo Wilson, que sacou seu revólver de calibre 38 e atirou. A vítima teria conseguido acertar um dos criminosos antes de morrer no próprio comércio com ferimentos na cabeça e no peito. Os criminosos conseguiram fugir. Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investigam o caso.