Novo comandante do 7° BPM promete empenho no combate à criminalidade
Tenente-coronel está há 26 anos na PM

Há 26 anos na Polícia Militar, o tenente-coronel Marcos Lima assumiu, há uma semana, o comando do 7º BPM (São Gonçalo). O oficial, que já comandou o 40º BPM (Campo Grande) e 41º (Irajá), chegou a São Gonçalo com a promessa de empenho no combate à criminalidade.
O SÃO GONÇALO – Quais são os desafios em assumir o 7º BPM (São Gonçalo)?
Tenente-coronel Marcos Lima – É um batalhão complexo e diferente do que já vivenciei. Segurança pública não é receita de bolo. Eu estou pronto para encarar esse desafio e acho que os frutos do trabalho podem se desenvolver com muito mais sucesso por conta da proximidade da população e dos órgãos de segurança do município.
OSG – Qual efetivo do 7º BPM? Esse número é suficiente? Qual seria o número ideal de PM/habitante em sua opinião?
Lima – Temos pouco mais de 600 homens. O tipo de serviço que cada um desempenha oscila muito em relação ao efetivo nas ruas. Sobre a quantidade, se você perguntar para qualquer comandante de unidade, ele vai sempre falar que o número de policiais dele não é suficiente. Mas os homens que tenho hoje e com apoio que estamos recebendo da corporação é suficiente para realizar um bom trabalho.
OSG – O senhor acha que o município deveria adotar modelos como as cidades de Niterói e Maricá com o investimento no Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança)?
Lima – Toda ajuda é boa, mas essa é uma discussão que foge da minha alçada.
OSG – Como otimizar o efetivo do batalhão para que possa atender aos anseios da população?
Lima – O coronel França (ex-comandante Ruy França) vinha fazendo isso de forma brilhante e aumentou a visibilidade do batalhão. A minha intenção é continuar o trabalho e conciliar a forma operacional, repressiva com a preventiva para aumentar a sensação de segurança do morador de São Gonçalo.
OSG – O senhor pretende fazer alguma ação integrada com as unidades dos municípios vizinhos?
Lima – Isso está sendo conversado. Em todas as unidades que passei, o foco era a integração com outras unidades militares e órgãos de segurança pública.
OSG – Outra reivindicação recorrente da população é sobre as barricadas instaladas por traficantes nas vias de diversos bairros, principalmente em Jardim Catarina e Santa Luzia. De que forma a PM vai atuar para desobstruir as vias?
Lima – Já começamos a realizar operações no Jardim Catarina e a intenção é remover todas as barricadas. As operações acontecerão não só no Jardim Catarina, mas em outros bairros.
OSG – Durante o tempo em que comandou os batalhões de Campo Grande e Irajá, quais ações que tomou que, em sua opinião, deram certo e tiveram resultados expressivos e quais não deram certo e pretende mudar?
Lima – Ainda está muito cedo para fazer essa análise e saber o que posso trazer. Tenho participado de muitas reuniões e isso acaba atrasando essa tomada de consciência da região. O que estamos tentando continuar é um projeto anterior ao França, que é o trabalho a longo prazo.
OSG – Qual a marca de sua gestão?
Lima – Comandei duas unidades anteriores que uma era diferente da outra. Cada gestão precisou ser feita de uma forma. O comandante não pode chegar com um planejamento pronto em unidades que são totalmente diferentes. As três unidades têm desafios e realidades diferentes.
OSG – O que o senhor pretende fazer para se aproximar da população e de sua tropa?
Lima – Com a tropa, já me aproximei desde o primeiro dia de comando. Ainda não consegui fazer visita a todos os postos de policiamento como gostaria. Com a população, infelizmente, não pude estar na reunião de conselho comunitário porque tinha reunião no CPA (Comando de Policiamento de Área). Mas quero ouvir a população através de reuniões com as comunidades. Ao longo dos anos, fomos perdendo essa integração. Três gerações da minha família passaram pelo 7º BPM e via uma integração maior com a comunidade. Quero resgatar isso.