Polícia Civil faz operação de combate a fraudes pela internet
Irregularidades foram encontradas na venda de produtos por sites

Policiais da Delegacia de Defraudações (DDEF) realizam, nesta quarta-feira (25), uma operação para combater fraudes na venda de produtos pela Internet que somaram quase R$1,2 milhão. Os agentes identificaram mais de 600 anúncios fraudados e a utilização irregular de mais de três mil etiquetas de códigos de barra. Ao todo, 20 pessoas estão sendo investigadas. Uma delas é o dono de uma agência dos Correios no Centro de Japeri, na Baixada Fluminense, onde os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão. Oito envolvidos estão ligados diretamente à agência, como funcionários e parentes deles.
Além disso, outras 12 pessoas do Rio de Janeiro são investigadas por postarem anúncios na Internet e emitirem códigos de barra de forma fraudulenta. A Operação Arquimedes, uma referência ao físico-matemático que desenvolveu a teoria que calcula a força que torna um corpo mais leve no interior de um fluido, também cumpre mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Japeri em quatro endereços residenciais.
Segundo as investigações, a quadrilha anunciava no site Mercado Livre produtos de baixos valores, como esmaltes a R$ 1,99. Quando a compra era realizada, uma etiqueta com código de barras era gerada para envio dos produtos pelos Correios. Os criminosos, então, cancelavam a venda e usavam a etiqueta já emitida pelo sistema para enviar produtos maiores e mais caros, como móveis. A agência dos Correios envolvida no esquema cobrava, então, do site, o excesso de peso da mercadoria postada, conforme previsto em contrato. Em alguns casos, os criminosos se cadastravam no site como vendedores, utilizando informações falsas.
Os estelionatários anunciavam produtos e depois eles mesmos compravam essas mercadorias, apenas para gerar as etiquetas. “Identificamos casos em que a conexão de internet usada para anunciar um produto foi a mesma utilizada para efetuar a compra dessa mercadoria, mostrando que venda e compra foram feitas pela mesma pessoa”, explicou a delegada da Defraudações, Patrícia de Paiva Aguiar.
Os policiais apreenderam, até o momento, computadores e documentos. Duas pessoas estão sendo conduzidas para a delegacia, na Cidade da Polícia, para prestarem depoimento. Os investigados serão indiciados por estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. A Delegacia de Defraudações ainda trabalha para identificar outros envolvidos no esquema.