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Guardas conversam com moradores sobre armamento na véspera de consulta popular

Objetivo é esclarecer propostas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 23 de outubro de 2017 - 07:51
Grupo Frente Ampla pelo Não Armamento da Guarda Municipal também se manifestou em Icaraí
Grupo Frente Ampla pelo Não Armamento da Guarda Municipal também se manifestou em Icaraí -

Agentes da Guarda Municipal de Niterói realizaram uma campanha, na manhã de ontem, em Icaraí, para explicar detalhes sobre o armamento da corporação. No próximo dia 29, a população niteroiense votará, em consulta pública, se concorda ou não com a medida.

Favoráveis ao armamento, agentes da Guarda pontuavam para a população nas ruas sobre os benefícios de armar a corporação. Segundo o sub-inspetor Paulo Brito, em todos os municípios brasileiros que possuem Guarda armada, a violência diminuiu.

“No Brasil, temos 1081 cidades com Guarda armada e, em todos, a violência caiu. Nós já trabalhamos de acordo com a mancha criminal e temos certeza que podemos contribuir mais para a população”, disse. Outro ponto positivo para Paulo é a proximidade que a Guarda tem com os moradores. Segundo o sub-inspetor, um agente passa mais de 20 anos trabalhando no município, enquanto um policial militar é transferido por diversas vezes de batalhão.

“Eu estou aqui há 15 anos. Quando chego no local, sei quem é morador, quem é comerciante, facilita o trabalho. Podemos contribuir com a força da PM”, explicou. Entre os moradores de Niterói, o assunto ainda é polêmico. Para o advogado Marcelo Campos, de 46 anos, a Guarda armada pode ajudar a elevar a sensação de segurança. “Quando começou toda essa história de Guarda armada, eu busquei saber se era legal e descobri que sim. Com isso, eu acho super importante. Em Niterói, o efetivo da PM é insuficiente e a Guarda pode complementar esse espaço”, disse o advogado. Na contramão está o grupo Frente Ampla pelo Não Armamento da Guarda Municipal.

Representado pela também advogada Liziane Corrêa, 28, o grupo aponta diversos pontos contrários à iniciativa. De acordo com ela, há outras formas de investimento que podem ser mais eficazes no combate a violência. “Um guarda municipal armado vira um alvo. E, sendo assim, ele precisará de mais duas pessoas e uma viatura como escolta. Isso tudo gera custos para a máquina pública, que acabará retirando investimento de programas sociais. Em todos os municípios onde existe guarda armada, não existem números que provem a melhora da violência”, explicou.

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