Peritos da DHNISG apresentam trabalho em Congresso Nacional de Criminalística
Evento acontece em Florianópolis

A equipe de peritos da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG) apresenta, hoje, um trabalho desenvolvido em São Gonçalo, durante o 24º Congresso Nacional de Criminalística, que ocorre em Florianópolis, Santa Catarina. O evento é o maior e mais importante da Criminalística Latino-Americana, que reúne peritos oficiais e pesquisadores, para intercâmbio de conhecimentos e experiências profissionais na área da perícia forense.
Com o tema “Análise de Padrões de Manchas de Sangue em Automóveis: a influência da inércia com a aceleração e desaceleração de veículos”, os peritos Rômulo Facci, Wanderson Neto, Fellipe Novis e Thiago Hermida desenvolveram o trabalho durante uma ocorrência entre as cidades de São Gonçalo e Maricá, envolvendo um veículo, no ano passado.
Segundo o perito Rômulo Facci, durante a perícia no automóvel, ocorreu a dúvida se teria acontecido realmente um acidente ou se o mesmo teria sido forjado. Após um mês e meio de exames, como trajetória possível da peça, análises químicas no orificio do vidro do veículo, análise das lesões do cadáver pelo legista, disposição de fragmentos de vidro e sangue no interior do carro e a análise dos padrões de manchas de sangue, os agentes concluíram que ocorreu um acidente.
“O marido e a vítima estavam no carro e o homem alegou que, na pista, uma peça acertou o parabrisa, atingido a mulher, que veio a falecer. Após os exames, em destaque o de análise dos padrões de manchas de sangue, conseguimos concluir que realmente teria sido um acidente”, explicou Facci.
Durante as análises das manchas de sangue, os peritos utilizaram seringas para reproduzir as condições de sangramento da vítima, com o veículo em velocidade e desacelerando.
“Constatou-se que os ângulos de inclinação das manchas de sangue são dependentes da velocidade inicial do veículo, bem como da velocidade de desaceleração (suave ou brusca). No caso real, inferimos que o veículo desacelerou bruscamente”, concluiu o trabalho da equipe de peritos.
Esse é o primeiro trabalho que os peritos da DHNISG apresentam pela área técnica de local de crime. O projeto foi um dos quase 230 trabalhos aprovados pelo comitê científico do congresso, que ocorre a cada dois anos.
“É muito gratificante poder nos especializarmos para melhor oferecer os serviços para a sociedade. Nós, peritos da DH, estamos sempre buscando cursos e palestras objetivando a excelência na resolução dos crimes. Apresentar este trabalho é muito importante para mostrar aos peritos de todo Brasil que, mesmo passando por grave situação econômica, a perícia criminal do Rio de Janeiro está sempre comprometida com a criminalística nacional”, finalizou Facci.