Policiais da DPCA de Niterói são presos acusados de extorsão
Segundo denúncia, grupo ameaçava vítimas.

Quatro policiais civis, lotados na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Niterói, foram presos na manhã de ontem, acusados de organização para atividade criminosa, extorsão mediante sequestro, usurpação de função pública e corrupção.
Além dos agentes Carlos Tadeu Gomes Freitas Filho, de 33 anos, Xavier Fernandes Coelho, de 50, Rafael Ferreira dos Santos, 37, e Delmo Fernandes Baptista Nunes, 57, também foram presos Fabio Rodrigo da Silva e Raphael Nonato dos Santos, que seriam informantes dos policiais.
O grupo foi capturado durante a Operação Quarto Elemento, desencadeada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança (SSINTE/SESEG) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ).
De acordo com as investigações, os policiais usavam da estrutura da corporação, como viaturas, distintivos e armas, para extorquir suspeitos em troca de não detê-los. O grupo levantava informações de pessoas que estivessem envolvidas com atividades criminosas e passava a exigir dinheiro para que elas não fossem presas.
O esquema começou quando os policiais ainda eram lotados na 36ª DP (Santa Cruz) e continuou após a transferência dos mesmos para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Niterói, em maio de 2017.
De acordo com a SSINTE, uma das vítimas da quadrilha foi uma mulher, proprietária de um veículo Citroen C3. Avisados pelos informantes de que o veículo era produto de crime, os policiais foram até a residência da vítima, a abordaram e informaram que ela seria presa, caso não concordasse com o pagamento de R$ 10 mil ao grupo. Ainda segundo a denúncia, o bando atuava impondo extremo terror, chegando a ameaçar e agredir fisicamente as vítimas, para que elas conseguissem a quantia exigida para ter a sua liberdade em troca.
A operação Quarto Elemento também visava o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, sendo dois em unidades policiais, e contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria Estadual de Segurança (CGU/SESEG) e da Corregedoria Interna da Polícia Civil (COINPOL). Na casa do policial Rafael, foram apreendidos R$ 40 mil em dinheiro.