DH e bombeiros fazem buscas por Polyanna em Piratininga

Muito emocionada, a dona de casa Marcele Silvério, mãe da estudante, disse que ainda mantém as esperanças de encontrar a filha com vida nos próximos dias
Foto: Sandro NascimentoPor Gustavo Carvalho e Thuany Dossares
Policiais do Setor de Descoberta de Paradeiros da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) realizaram, na manhã de ontem, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói, buscas pela estudante Polyanna Ketlyn da Silva Ribeiro, de 10 anos, desaparecida desde a noite do último dia 2, quando foi até uma quitanda próxima de sua casa.
Bombeiros, com auxílio de mergulhadores e cães farejadores, participaram da procura, que aconteceu na rua onde a estudante morava, na Rua Chico Xavier, próximo à Avenida Almirante Tamandaré.
Muito emocionada, a mãe da menina, Marcele Silvério Moreira da Silva, 33, disse ter esperanças de que sua filha ainda esteja viva. “Os bombeiros vieram aqui atrás do corpo da minha filha, mas eu tenho certeza que não vão encontrar nada. Sinto que a Polyanna está viva. Alguém levou ela e eu a quero de volta. Nunca fiquei um dia longe da minha filha, agora estou há uma semana nessa agonia”, comentou aos prantos.
De acordo com a delegada Daniele Amorim, responsável pelo caso, as investigações apontaram que a estudante poderia estar morta no local. No entanto, nada foi encontrado. Sobre as roupas que foram encontradas queimadas no quintal da residência, sob a justificativa de que foram incendiadas para espantar mosquitos, a delegada disse ainda não ter recebido o laudo pericial, que deve sair nos próximos dias.
Pai de Polyanna, o pedreiro Júlio César de Souza Ribeiro, 34, comentou que não sabe o que pode ter acontecido. “Não tenho ideia do que houve. Nossa família não tem inimigos e não imagino ninguém que pudesse ter feito isso para nos atingir. Estamos sofrendo muito. A minha mulher não faz nada desde o sumiço da nossa filha, não dorme e nem come direito”, desabafou.

Marcele ainda falou sobre a acusação de populares de que ela e o marido estão envolvido no desaparecido da filha ou que a estudante tenha fugido de casa. “Quem me acusa não sabe o tamanho da minha dor. O sofrimento que tenho de não saber como ela está. A Polyanna jamais fugiria, pois é amada e nos ama também”, explicou a dona de casa, que está grávida de quatro meses.
Vizinhos disseram estar muito surpresas com o sumiço da criança. “Moro aqui há anos e a rua sempre foi muito tranquila, todo mundo se conhece. Desde que a Polyanna sumiu que eu não deixo mais o meu filho brincar na rua. Estou apavorada”, disse a doméstica Priscila Clemente de Sousa, 36.
Hoje, às 10h, moradores da região irão realizar uma passeata, na Avenida Almirante Tamandaré, em Piratininga, para chamar a atenção sobre o desaparecimento da estudante. Os manifestantes irão se concentrar no Bar do Ivan.
Quem tiver informações que ajudem na localização da menina pode ligar para o Setor de Descoberta de Paradeiros da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, através do telefone: 2717-2949, ou encaminhar mensagens para o WhatsApp do Portal dos Desaparecidos do Disque-Denúncia, no 99626-4393.
Desaparecimento - Polyana saiu de casa por volta das 21h do dia 2 de abril para ir numa quitanda próxima de sua casa, na Rua Chico Xavier, em Piratininga, para comprar uma caixa de fósforo. Desde então, ela não foi mais vista. Segundo o dono do comércio, a estudante sequer chegou até o local. Na ocasião, ela vestia short jeans e blusa laranja.