Uma lista pra lá de extensa
Além de tenente, continuam foragidos na ‘Operação Calabar’ informantes e 53 traficantes de SG

Dos 96 policiais militares, alvos da Operação Calabar, apenas um permanecia foragido até a noite de ontem. Mas a lista está longe de ser totalmente cumprida, já que outros dois informantes da polícia (X-9) e 53 traficantes que atuam em São Gonçalo também estão sendo caçados pelos agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.
Identificado como Paulo Roberto Campos, o subtenente ou o ‘Sub Campos’, como é conhecido, é o único policial militar, investigado na maior operação de corrupção ativa militar do Estado, que ainda não foi preso.
Sub Campos, de acordo com a denúncia do Ministério Publico do Rio de Janeiro (MPRJ), comandava, junto com um sargento, a equipe de Grupamento de Ações Táticas identificada pelos criminosos como ‘Gat Fantasma II’.
Ainda segundo a denúncia, eram eles que faziam a divisão dos valores dos arregos semanais com os outros integrantes da equipe.
Os policiais do ‘Gat Fantasma’, conforme o MPRJ, tinham o seguinte trato com criminosos das comunidades que agiam em parceria com eles: se o arrego tiver sido pago, as operações nessas comunidades eram canceladas ou minimizadas.
A relação entre os policiais e traficantes era realizada, em muitos casos, através de informantes. Dos cinco informantes (X-9) responsáveis pelo recolhimento do ‘arrego’, dois ainda continuam foragidos: Michel Monteiro de Oliveira, o Michel Gago, e Carlos Eduardo Batista de Souza, o Edu Pica. Os dois integravam o “Bonde dos Quebras”, grupo paramilitar que atuava, principalmente, no Jardim Catarina.