Denúncia de assédio de professor contra aluna é apurada pela polícia

Por Renata Sena
Não é de hoje que alunos do Pré-Vestibular Social Rede Comunitária, que funciona em Niterói, num projeto de extensão da UFF, relatam em redes sociais casos de assédio moral e sexual. Mas agora a situação virou caso de polícia, já que a mãe de uma adolescente, de 17 anos, quebrou o silêncio e registrou o crime, cometido por um professor, na Delegacia Especial no Atendimento a Mulher. O professor denunciado continuava trabalhando na unidade de ensino, mas nos últimos dias pediu desligamento da unidade. Já a professora que encorajou a vítima a falar, foi demitida. Além de alunos que abandonaram os estudos, cinco professores pediram demissão em solidariedade a professora que foi desligada do projeto.
Segundo Igor Corrêa, de 21 anos, estudante de geografia da UFF e professor da mesma disciplina no pré-vestibular, a aluna relatou a coordenação que recebia do professor olhares, convites para sair e até mesmo um beijo no pescoço. A coordenação, no entanto, alegou que não tinha provas materiais para desligar o professor.
“Eles alegaram que não havia prova. Como ter prova material de um caso como esse? E outra questão é que a coordenação ordenou que o professor assistisse palestras sobre feminismo como punição. Se não há provas, como há punição?”, questionou o professor.
Inconformada com a atitude do professor e com a falta de iniciativa da coordenação, a mãe da aluna denunciou o caso. A polícia civil confirmou o registro, mas disse não comentar o caso por envolver uma menor de idade.
O coordenador do Pré-Vestibular, Afonso Madureira, explicou que o curso não tem poder de polícia, e depois que a unidade não encontrou provas para manter o afastamento dos professores, eles orientaram que a mãe da luna procurassem a polícia. Madureira esclarece ainda que a professora foi demitida por uma questão ética ocorrida dentro da sala de aula. A UFF não se pronunciou sobre o caso.