Troca de tiros entre PM e acusado de roubo leva pânico a Icaraí e Santa Rosa

Uma troca de tiros quase terminou em mais uma tragédia, entre Icaraí e Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, na tarde de ontem. Segundo relatos de moradores, tudo começou quando um adolescente armado tentou assaltar uma mulher na Rua Mariz e Barros, em Icaraí, mas foi surpreendido por um policial militar que flagrou a ação. O suspeito acabou baleado pelo PM, e o policial ferido devido a uma queda durante a perseguição.
O PM atirou contra o suspeito que, mesmo baleado e para não ser detido, começou a atirar a esmo na altura da Avenida Sete. O adolescente só foi alcançado pelo policial na esquina da Rua Francisco Lanna com Mário Viana, já em Santa Rosa.
Para fugir do fogo cruzado, muitas pessoas buscaram abrigo em um mercado, que fechou as portas, e motoristas trafegaram na contramão.
Vídeos e relatos de moradores que testemunharam o “bang bang” invadiram as redes sociais.
“Os tiros acertaram o prédio onde moramos e quebraram a janela de um quarto do nosso apartamento. As balas não chegaram a entrar, mas a violência não está perto, já entrou dentro (sic) de casa”, desabafou uma mulher em sua rede social. (Renata Sena e Dayse Alvarenga)
‘Cheguei a brincar: será que é tiro’?
“Saí de casa com uma amiga para ir num mercado próximo. Atravessamos a rua e ouvimos um estampido, mas ao olhar para o prédio ao lado do meu, vi que um homem tinha acabado de fechar o portão e, na minha cabeça, o barulho vinha dali. Cheguei a brincar, “será que é tiro?”. A gente só se deu conta mais à frente, quando um senhor passou por nós no sentido contrário e alertou: ‘Voltem! ‘Tem assalto ali embaixo”. O medo nos fez voltar. E não era privilégio nosso: todos na Mário Viana acompanhavam o caso curiosos. No fim do dia, acabei sabendo o que tinha acontecido e vi a imagem do homem sangrando e com arma em punho. Casos violentos acontecem todos os dias, em todos os lugares e criam vítimas de todos os tipos. A gente acaba internalizando e se acostumando, na rotina de uma redação. Mas quando a situação é ‘na nossa frente’, o caso muda de figura”. Letícia Lopes, repórter de OSG