Apoio na separação teria motivado policial a matar os sogros em Niterói

Por Thiago Soares
Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo investigam se a motivação para o policial civil Marcelo Flávio Camardella Bravo, 41, ter executado os sogros, na manhã de quinta-feira, no Fonseca, teria sido o casal expor ser favorável à separação da filha. Durante o trabalho de perícia no local do crime, a polícia encontrou dois tipos de medicamentos controlados, que podem indicar que o agente sofria de problemas psiquiátricos, como alguns vizinhos informaram. Um dos remédios recolhidos, o Paroxetina, combate a depressão.
Segundo informações da DH, a mulher de Marcelo contou que seus pais sempre foram favoráveis a sua separação com o policial. A execução dos idosos aconteceu no mesmo dia em que ela deu entrada na documentação para conseguir o divórcio.
Em depoimento aos agentes da Divisão de Homicídios, ela contou ainda sobre o comportamento agressivo do marido, que já havia a agredido em outras ocasiões.
Sepultamento - Sem familiares próximos, o corpo de Marcelo foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) por colegas de trabalho da 24ªDP (Piedade), onde estava lotado atualmente. O sepultamento ocorreu às 16h30 no Cemitério do Maruí, no Barreto. Já o casal foi sepultado na Confraria Nossa Senhora da Conceição, também no Barreto.
Caso - Marcelo invadiu a casa dos sogros João Carlos da Rocha, de 63 anos, e Diana da Rocha, 64, na tarde de quinta-feira, no Fonseca, e executou o casal a tiros. A esposa do agente e a filha, de cinco anos, que presenciaram o crime, foram poupadas pelo policial.