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DH assume investigações sobre a morte de policial civil no Fonseca

relogio min de leitura | Redação 13 de junho de 2017 - 09:30
Corpo do inspetor foi enterrado na tarde de ontem, no Parque da Paz
Corpo do inspetor foi enterrado na tarde de ontem, no Parque da Paz -

Por Renata Sena

“Eles me mataram!”. Essas foram as últimas palavras do inspetor aposentado da Polícia Civil, Evandro Luiz Ferreira, de 62 anos, assassinado na madrugada de domingo, depois de ser baleado por criminosos que realizavam uma falsa blitz, na Rua Alzira Vargas, no Fonseca, em Niterói.

Aposentado desde 2005, Evandro era morador do local e tinha como hábito passar por aquela localidade.

Embora fosse reconhecido pelos amigos como um homem tranquilo, calmo e bastante querido, Evandro tinha como lema que nunca deixaria de ser policial, e por isso, costumava andar armado.

No momento do crime, ele e a esposa voltavam de uma casa do casal em São Gonçalo. Ao perceber o bloqueio dos criminosos, Evandro tentou escapar, pois sabia que se fosse visto armado, não teria como proteger a esposa. “Ele furou o bloqueio para proteger ela. Era uma tentativa, pois ele tinha certeza que se parasse o veículo, os criminosos os matariam”, relatou um amigo da vítima. Cerca de 18 tiros atingiram o carro do casal, mas Evandro conseguiu dirigir por alguns metros, até ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Azevedo Lima, onde morreu. “Quando ele parou o carro a esposa perguntou se estava tudo bem, e ele responder que não estava e levando a mão até um dos ferimentos afirmou: ‘Eles me mataram’. É triste perder um homem de bem assim”, contou um colega de profissão, durante o cortejo fúnebre.

Enterro - O corpo de Evandro foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo. Cerca de 100 pessoas acompanharam o cortejo fúnebre, ao lado da esposa e dos filhos do aposentado.

Investigações - O caso foi inicialmente registrado na 78ªDP (Fonseca) como tentativa de homicídio, mas o procedimento já foi transferido para a Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, onde está sendo investigado. “Já estamos levantando informações sobre traficantes da comunidade do local e buscando dados que nos ajudem a identificar integrantes da quadrilha que participaram do ataque e os autores dos disparos”, informou Fábio Barucke, diretor da especializada.

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