Carro da Uber roubado e usado na morte de radialista foi queimado
Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) encontraram, na tarde de segunda-feira, no Maceió, em Niterói, o Renault Sandero, cadastrado no aplicativo Uber, utilizado pelos criminosos que assassinaram o radialista e produtor cultural Rafael Lage Pereira, de 40 anos, na Zona Sul de Niterói, np último domingo.
Os agentes encontraram o veículo, carbonizado, na Rua do Colégio. O automóvel foi localizado próximo ao local onde bandidos acionaram o aplicativo para pedir uma corrida, no Largo da Batalha. A participação do dono do veículo usado no roubo, um motorista da empresa, foi descartada pela polícia, que o considera como mais uma vítima dos criminosos.
De acordo com o delegado Allan Duarte, responsável pelas investigações, a especializada segue analisando imagens de câmeras de segurança de locais próximos de onde ocorreu o crime. Pelo menos quatro homens participaram dos assaltos em série, que terminaram com a morte de Rafael. Dois deles já foram identificados
Protesto - Cerca de 200 pessoas participaram, no início da noite de ontem, de um protesto para chamar a atenção da sociedade para a violência crescente e os homicídios no estado. Além do pai de Rafael, o evento contou também com a presença do presidente da ong Viva Rio, Antônio Carlos Costa.
Vestidas de preto, as pessoas se concentraram perto de uma árvore que leva o nome da juíza Patrícia Acióli, morta em Niterói em 2001 por policiais militares, caso que ganhou repercussão internacional. Rafael foi morto na noite de domingo, durante tentativa de assalto a um bar, no Ingá, Zona Sul de Niterói.