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Erro faz traficante de SG ser colocado em liberdade

relogio min de leitura | Redação 28 de maio de 2017 - 09:00
Uma falha na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), que verifica as pendências judiciais dos presos, colocou o criminoso novamente nas ruas
Uma falha na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), que verifica as pendências judiciais dos presos, colocou o criminoso novamente nas ruas -

Por Gustavo Carvalho

Pouco menos de oito meses após ser preso acusado de matar um subtenente da PM em São Gonçalo, Rodrigo Jaccoud, o Robozinho ou Gordinho da Mangueira, de 37 anos, uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na região, deixou um dos presídios do Complexo de Gericinó, em Bangu, pela porta da frente. Uma falha na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter) - que verifica as pendências judiciais dos presos - colocou o criminoso novamente nas ruas, mesmo ele ainda possuindo três mandados de prisão. O delegado Márcio Dugubras, titular da Polinter, informou que já instaurou um procedimento interno investigatório para apurar o fato.

O caso ocorreu após a Justiça revogar, no dia 27 de abril, a prisão preventiva de Robozinho num processo em que ele e outras 14 pessoas são acusadas de associação ao tráfico de drogas. Mesmo com o alvará de soltura expedido, o bandido não poderia ter deixado o presídio, já que também é réu em outros três processos - dois deles por homicídio - e deveria aguardar o julgamento destes atrás das grades.

Segundo a polícia, Robozinho controla com mãos de ferro a venda de drogas nas comunidades do Plano, Baixadinha e Barreira, em Monjolos, em Vista Alegre e no Mundel. Ele também é acusado de envolvimento na morte do subtenente da PM Cláudio Souza Santos, de 53 anos - executado a tiros no condomínio ‘Minha Casa, Minha Vida’, no Mundel, em São Gonçalo, em maio do no passado.

Durante as investigações do crime, agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo descobriram que o tráfico não era a única fonte de renda do criminoso, que obrigava moradores de conjuntos habitacionais do Mundel, onde o PM foi assassinado, a pagarem uma taxa mensal de R$ 70. Os que se recusavam a repassar a quantia para o ‘Bonde do Robozinho’ eram expulsos de seus apartamentos. Além do esquema implantado no conjunto habitacional, Robozinho também havia expandido seus negócios para o ramo do transporte irregular. Cerca de 40 mototaxistas e pelo menos 10 motoristas de carros particulares, todos investigados pela DH, repassavam valores que variavam valores de R$ 4 a R$ 10 mil para a quadrilha do traficante.

Além do assassinato do PM, Robozinho também é acusado de executar Philipe Moreira de Mello, em 2014, na comunidade da Barreira, e investigado por envolvimento na morte de Denilson Carola dos Santos, o Denilson do Parapente, que mantinha uma pensão no alto da Serra do Camburi, no bairro Pindobas, em Maricá. O crime ocorreu em março de 2015. Ele foi preso por policiais do 35ºBPM (Itaboraí), no bairro Aldeia Velha, em Silva Jardim, em agosto do ano passado.

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