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Chacina na Comunidade do Abacatão

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de março de 2017 - 10:00
Segundo agentes da DH, casa onde os jovens foram executados era utilizada por traficantes do Morro do Abacatão como ponto de venda de drogas
Segundo agentes da DH, casa onde os jovens foram executados era utilizada por traficantes do Morro do Abacatão como ponto de venda de drogas -

Cinco homens foram executados a tiros e outros dois foram baleados durante a madrugada de ontem, na Comunidade do Abacatão, no bairro Boavista, em São Gonçalo. A principal motivação levantada pela polícia é a atuação de um grupo de milicianos na chacina. Um dos rapazes foi encontrado com as mãos amarradas para trás.

Segundo informações da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), um grupo de homens, mascarados e com armas de grosso calibre, chegaram na comunidade, por volta das 3h e buscaram duas das vítimas em suas respectivas residências. Depois, os acusados seguiram para a Rua Araguacema, onde encontraram os outros cinco rapazes. Dentro de uma casa, na mesma rua, o bando atirou contra todas as sete vítimas, utilizando pistolas e espingardas calibre 12. Jonas Borges da Fonseca, de 21 anos, e Alexsandro de Almeida Alcântara, de 18, morreram ainda no local.

As outras três vítimas fatais, Hiago de Moura Pacheco, 26 anos, Maik da Conceição Batista, 24, e um jovem, identificado apenas por Douglas, chegaram a ser atendidos pelos Bombeiros e levados para o Hospital, mas acabaram morrendo.

Os únicos sobreviventes, Sidney Pereira da Silva, 17 anos, e Leandro Borges da Fonseca, 26, permanecem internados em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat).

A mãe de Sidney, um dos sobreviventes, contou que acordou na última quinta-feira precisando dar alguns conselhos para o seu filho, pois sentia que aquele poderia ser a última conversa com ele.

"Acordei ontem (quinta) sentindo que deveria aconselhar ele. Falei que ele deveria sair desta vida errada e procurar uma igreja. Essa conversa aconteceu de noite, às 22h, e pouco depois me ligaram falando sobre o que havia ocorrido", disse sem se identificar.

Para o delegado da DH Leonam Calderaro, responsável pelo caso, as características do crime apontam para a atuação de milicianos, mas alerta que nenhuma hipótese foi descartada.

"O tráfico não costuma utilizar máscaras, e os milicianos sim. Além disso, algumas outras características da ação apontam para esta hipótese. Tentamos falar com os rapazes que ainda estavam vivos, mas eles não tinham condições. Depois falamos com familiares e montamos tudo. Ainda não descartamos a chance de uma briga do tráfico também", disse.

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