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PF prende três por ataques a agências da Caixa em SG

relogio min de leitura | Redação 15 de março de 2017 - 11:00
De acordo com a PF, maior parte dos criminosos veio de Minas
De acordo com a PF, maior parte dos criminosos veio de Minas -

Por Daniela Scaffo

Três integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal, usando explosivos, e atuavam na região de Niterói e São Gonçalo, foram presos na manhã de ontem, durante operação Cordel, da Polícia Federal. A quadrilha formada em sua maioria por integrantes de Uberlândia, em Minas Gerais, agia com apoio de traficantes que dominavam as áreas escolhidas para os crimes.

O grupo criminoso foi responsável pela explosão de uma agência da Caixa no Rocha, em São Gonçalo, em maio de 2016, havendo indícios de que tenham participado também de outras quatro explosões contra agências da CEF, na região de Niterói e São Gonçalo, desde novembro de 2015.

“As investigações apontam que eles participaram dos ataques a CEF de São Francisco e Itaipu, ambas em Niterói, duas no Rocha e uma em Alcântara. Tudo indica que eles também podem ter praticado o mesmo crime em agências de Goiás e Minas Gerais”, contou o delegado da PF, Wanderson Pinheiro.

De acordo com informações da polícia, a investigação teve início há cerca de um ano, após o segundo ataque dos criminosos aos caixas eletrônicos da agência do Rocha. Poucos minutos após o crime, policiais do 7ºBPM (São Gonçalo) avistaram um grupo com cerca de dez homens, divididos em um Hyunday HB20 preto e duas motos, na RJ-104, próximo a Comunidade do Novo México.

Houve troca de tiros e um homem que estava na garupa de uma das motos foi atingido por um disparo, sendo socorrido para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas acabou não resistindo aos ferimentos. “

Através desse suspeito, conseguimos identificar o restante da quadrilha, onde três deles são de Uberlândia e apenas um pertencia a Niterói”, explicou Pinheiro.

Ainda segundo o delegado, os membros da quadrilha são especialistas na modalidade e se associam a traficantes dos locais em que atuavam para conseguirem veículos roubados, segurança armada e hospedagem, como Grota, em São Francisco, e Nova Grécia, em São Gonçalo.

“Eles realizavam a ação em cerca de três minutos e fugiam. Obtiveram sucesso em todas as vezes e, no Rocha, arrecadaram um montante de R$110 mil. Geralmente agiam no início dos meses, em agências da Caixa, pois deviam associar ao período em que as pessoas recebem os pagamentos”, finalizou. Um suspeito, que tem mandado de prisão preventiva, continua foragido. Os outros presos foram encontrados em Pendotiba, Magé e São José do Rio Preto, em São Paulo. Eles não resistiram as prisões e se reservaram a falar apenas em juízo. Nada foi encontrado com eles.

Os presos serão indiciados por furto qualificado, formação de quadrilha, porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito e utilização de artefatos explosivos sem autorização. Após os procedimentos de praxe, eles serão encaminhados ao sistema prisional do estado.

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