Placa de veículo pode esclarecer morte de coronel

Uma nova perícia pode mudar o rumo das investigações da morte do coronel Ivanir Linhares Fernandes Filho, de 49 anos, executado a tiros, no Centro de Maricá, no primeiro dia de setembro, do ano passado. Tratado como latrocínio (roubo seguido de morte) até o momento, o caso poderá ser investigado como homicídio premeditado.
Isso porque, agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) apreenderam um Jepp Renegade, com a mesma placa do carro utilizado pelos assassinos na hora do crime. Um mandado de busca e apreensão do veículo foi cumprido na tarde de ontem, em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
“Recebemos a ordem para apreender o veículo e realizar a perícia com luminol, a química que mostra vestígios de sangue. Sabemos que um dos criminosos foi ferido no dia da ação. Com o resultado do luminol poderemos afirmar se esse foi realmente o carro usado pelos criminosos”, explicou Fábio Barucke, o diretor da especializada.
Barucke acrescentou ainda que o carro já passou por uma perícia preliminar e não foi constatado nenhum sinal de adulteração.
“Essa é a placa usada, mas pode ter sido um carro clonado, por isso vamos eliminar as possibilidades”, finalizou.
Um Jeep Renegade clonado foi encontrado carbonizado dias depois do crime. Inicialmente, a polícia trabalhava com a possibilidade de ser o carro usado pelos bandidos, mas a versão perdeu força com o avançar das investigações.
Além de Linhares, o sargento Luiz Cláudio Carvalho da Silva, 44, também acabou baleado, na ação criminosa.