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Mulheres acusam oficiais da PM de agressão durante protesto

relogio min de leitura | Redação 15 de fevereiro de 2017 - 09:00
Manifestantes acusam oficiais de agressão na porta do Batalhão
Manifestantes acusam oficiais de agressão na porta do Batalhão -

Por Thiago Soares

O quinto dia de protestos de familiares de policiais em frente ao 7ºBPM (São Gonçalo) começou tenso. Segundo manifestantes, na manhã desta terça-feira, o comandante da unidade, o coronel Ruy França, junto a outros oficiais, tentou entrar a força no local, empurrando algumas mulheres que bloqueavam a entrada. Duas pessoas tiveram ferimentos leves.

A confusão começou nas primeiras horas do dia. De acordo com as manifestantes, o oficial se aproximou das mulheres, parecendo querer dialogar, mas acabou tentando entrar no batalhão, surpreendendo as mulheres que estavam no local. Uma das pessoas, que preferiu não se identificar, sofreu ferimentos no braço e registrou a ocorrência na 74ªDP (Alcântara).

"Estávamos de braços dados, em frente ao portão, quando eles chegaram. Até então, eles estavam mantendo conversas conosco, mas ontem não. Tentaram entrar a força e um major me puxou pelo braço, tentando me soltar das meninas", disse.

No registro de ocorrência por lesão corporal, além do major agressor, são citados outros dois oficiais, de mesmo cargo, e o comandante Ruy França. Outra familiar de policiais no protesto, que também manteve o anonimato, falou sobre a mudança de atitude do comandante da unidade de São Gonçalo. De acordo com ela, o oficial usou a conversa nos primeiros dias apenas para tentar enfraquecer o movimento.

"Nos primeiros dias ele conversou, dialogou e agora agrediu. Ele vai falar que não bateu em ninguém, pois se colocou na frente e mandou seus comandados nos empurrarem", contou.

Por volta das 12h, diversos policiais lotados no batalhão de São Gonçalo acessaram a unidade pela janela da guarita, que fica na frente do local. Alguns outros ficaram parados na porta, impedidos pelos manifestantes.  O protesto, que começou na última sexta-feira, tem o objetivo de exigir os pagamentos atrasados, como o 13º salário, o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que não é pago desde outubro, e do Regime Adicional de Serviço (RAS) Olímpico. Os manifestantes também pedem melhores condições de trabalho e redução de carga horária.

Através da assessoria de imprensa da PM, França disse que estava tentando entrar no batalhão quando um grupo de manifestantes tentou impedir sua entrada. Segundo o comandante, em nenhum momento houve agressão contra nenhuma mulher. 

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