PM é baleado em frente ao 12º BPM ao ir buscar esposa em manifestação

Um sargento da Polícia Militar, de 40 anos, foi baleado, na madrugada de ontem, por outro policial militar que atua no Grupo de Apoio a promotoria (GAP) do Ministério Público, quando chegava para buscar sua esposa, que estava participando do protesto no portão do 12º BPM (Niterói).
Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel Márcio Rocha, o PM do GAP passava em frente ao batalhão com viatura descaracterizada, quando foi orientado por PMs fardados a dar marcha ré em virtude tiros que eram disparados na comunidade do Sabão.
Ao chegar na esquina da Rua Presidente Castelo Branco com Jansen de Melo, ele viu um homem armado próximo a unidade e imaginou que fosse um criminoso. Na verdade, era o sargento que se dirigia ao batalhão para pegar a esposa e estranhou a movimentação do veículo. Os dois acabaram trocando tiros e marido da manifestante foi baleado. Ele foi levado ao Hospital Icaraí e liberado no início da manhã de ontem. O caso foi registrado na 76ª DP.
Movimento - Apesar do ocorrido, as mulheres dos militares que participam do ato de ocupação dos batalhões afirmaram que o movimento não enfraquecerá. “Eles estão fazendo de tudo para desestabilizar nosso movimento, mas não vão conseguir. Este é o único batalhão que somos ameaçadas a todo o momento. Muitas mulheres ficaram com medo, mas o movimento vai continuar. Estamos aqui em busca de respeito e dignidade”, afirmou.
O movimento, encabeçado por esposas e mães dos militares tem como objetivo exigir os pagamentos atrasados como, por exemplo, o 13º salário, Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que não é pago desde outubro e do Regime Adicional de Serviço (RAS) Olímpico, além de melhores condições de trabalho e redução de carga horária.
São Gonçalo - As mulheres também permanecem acampadas na frente do 7º BPM. Segundo as manifestantes, ninguém entra ou sai. “A gente só sai daqui quando pagarem tudo o que devem, não tem acordo”, contou uma das esposas. Para manter a manifestação, as mulheres contam com a solidariedade da população, que doa água, comida e frutas, além de motoristas que passam pelo local e buzinam em apoio.
Itaboraí – No 35ºBPM, o cenário é parecido. Mesmo coagidas por oficiais, os familiares continuam acampados em frente a unidade. Na tarde de ontem, além das doações de comida e água, as manifestantes receberam pula-pula para divertir as crianças. “O apoio da população tem sido fundamental”, disse uma das mulheres.