Deus colocou a mão na frente e me salvou", diz taxista baleado em Niterói

“Deus botou a mão na hora. Ele atirou muito perto, mirando minha cabeça e não acertou. Tenho certeza que foi Deus”. Foi assim que o taxista Sérgio da Silva Fernandes, de 59 anos, relembrou o momento em que foi mantido como refém e levou um tiro na boca, antes de ser liberado pelos criminosos,
Sérgio, que tem um casal de filhos e seis netos, foi rendido
Além de ser obrigado a dirigir por diversas comunidades de Niterói, Sérgio precisou manter a calma mesmo ouvindo que poderia morrer a qualquer momento. “Um deles falava pra não ia fazer nada comigo, mas os que estavam no banco traseiro diziam que queria atirar na minha cabeça e chegaram a mencionar que pela minha tranquilidade eu deveria ser policial. Eu aparentava calma, mas tinha certeza que iria morrer”, afirmou a vítima, que trabalha há três anos como taxista, conciliando com a profissão de corretor de imóveis.
Depois de rodarem por vários bairros os criminosos desceram do carro no alto de Santa Bárbara. “Eles desceram e um deles virou e atirou contra minha cabeça. Por um movimento ,eu escapei e o tiro pegou a lateral da minha bochecha”, relembrou, acrescentando que dirigiu até a via principal, onde recebeu ajuda de dois jovens, que o levaram para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca.
“Queríamos muito reencontrar esses jovens, que depois de Deus salvaram a vida do meu marido. Até pedimos para que eles entrem em contato com o jornal, para que essa ponte seja feita”, pediu a aposentada Cátia Cardoso, de 57 anos, esposa de Sérgio.
O taxista recebeu atendimento médico e acabou sendo liberado no mesmo dia. No entanto, ainda receberá acompanhamento para avaliar se será possível retirar a bala, que permanece alojada na bochecha de Sérgio.
Policias da 78ªDP (Fonseca) assumiram a investigação do caso.