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Familiares pedem justiça após morte de jovem em SG

relogio min de leitura | Redação 10 de fevereiro de 2017 - 09:30
Adrielly morreu em assalto
Adrielly morreu em assalto -

Por Thuany Dossares

Familiares da jovem Adrielly Viegas e Silva, assassinada na madrugada de terça-feira, na Praça da Lagoinha, no bairro do mesmo nome, em São Gonçalo, momentos após comemorar seu aniversário de 21 anos, tiveram dificuldades para liberar o corpo para enterrá-la devido à falta de documentos, que foram perdidos num assalto.

“Estamos tentando fazer logo o enterro, mas não temos muita coisa dela que ajude na liberação do corpo, porque ela não vivia conosco. Não temos documentos e os dela, parece que foram perdidos durante um dos assaltos que ela sofreu no dia do aniversário dela. Só queremos poder enterrar nossa sobrinha com dignidade”, contou o padrinho da vítima, que preferiu não se identificar.

Adrielly não tinha moradia fixa desde a morte da mãe, há três anos. Ela visitava os familiares as vezes e depois saía sem dizer para onde. A jovem passava temporadas na casa de um idoso, onde vivia de favor, na Lagoinha, que a acolheu depois que ela ficou órfã.

“Ela era uma menina muito boa, mas era livre, não gostava de regras. Depois que minha irmã morreu, aí mesmo que não tivemos mais controle sobre ela. Ela aparecia na minha casa ou de uma das minha irmãs a cada três meses, do nada, e depois ia embora. Sempre teve lugar para morar, somos a família dela e nunca negamos acolhê-la, mas ela não queria”, explicou uma tia, que também optou pelo anonimato.

Segundo os parentes, mesmo optando sempre pela liberdade, a jovem era uma pessoa especial. “Adrielly teve uma vida sofrida. Praticamente não tinha contato com o pai e a mãe tinha que se desdobrar para trabalhar para sustentar três filhos. Era uma jovem rebelde, mas muito cativante, boa pessoa, com um coração muito nobre”, recordou a tia.

Toda a família agora diz que espera ter respostas sobre o crime. “Queremos saber o que aconteceu, estamos completamente perdidos, confusos. Estamos ainda procurando respostas, mas esperamos também que a justiça seja feita”, finalizou o padrinho.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG).

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