Taxista é mantido refém e ainda leva tiro na boca

Por Renata Sena
“Você vai morrer”. Essa poderia ter sido a última frase ouvida pelo taxista Sérgio da Silva Fernandes, de 59 anos. No entanto, após ficar mais de duas horas como refém de bandidos e levar um tiro na boca, na madrugada de ontem, ele conseguiu ajuda para levá-lo ao hospital e já se recupera do trauma em casa.
Taxista há três anos, Sérgio repetia sua rotina de lavar o veículo no final do expediente, quando foi abordado por criminosos armados, em São Francisco, Zona Sul de Niterói.
O profissional foi mantido como refém e circulou por diversas comunidades, incluindo o conjunto de favelas do Caramujo, onde foi ameaçado. A sessão de tortura psicológica durou mais de duas horas. A ação criminosa só terminou em Santa Bárbara, às margens da RJ-104, onde os criminosos desceram do veículo e afirmaram que Sérgio seria morto. “Na hora que os bandidos falaram isso, ele se abaixou, por isso que o tiro pegou na boca”, explicou um policial.
Mesmo ferido, Sérgio conseguiu acelerar o carro e sair do local. Logo em seguida, a vítima recebeu ajuda de um jovem, de 27 anos, que o levou para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca. Os criminosos fugiram com diversos pertences que conseguiram roubar do profissional.
Sérgio foi atingido na boca, realizou alguns exames e recebeu alta médica no final da tarde de ontem. Policiais da 77ªDP (Icaraí) investigam o caso.