Polícia analisa imagens para tentar identificar assassinos de pedagoga

Por Renata Sena
Mais de 300 pessoas se despediram, na tarde de ontem, da pedagoga Rosemary de Souza Pinto, a Rose, de 52 anos, morta a tiros na porta do colégio da família, na Rua Liberdade, em Marambaia, São Gonçalo. O sepultamento aconteceu no Cemitério do Maruí, no Barreto, em Niterói.
Vestidos com a camisa da escola, funcionários e ex-alunos prestaram a última homenagem a Rose, cujo caixão foi coberto com uma bandeira da Escola de Ensino Fundamental (Edef). Familiares estavam muito abalados e várias pessoas precisaram ser amparadas.
“Ela era uma pessoa boa, ajudava a educar o próximo e não merecia um fim desse jeito. Mas uma coisa precisamos deixar claro: a família não acredita no envolvimento de traficantes do local nesse crime. Todo mundo da região conhecia a Rose e todos gostavam muito dela”, explicou o funcionário público Cid de Souza, de 56 anos, irmão da vítima.
Para ele, outras questões precisam ser investigadas. “Uma mulher que já foi roubada, teve a casa invadida, registrou um crime de sequestro, de ameaça, e ninguém prestou atenção no caso. Tudo isso foi aviso, e agora terminou assim. Tudo foi registrado anteriormente, mas as autoridades não prestaram atenção”, desabafou.
Ainda na tarde de ontem, agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) colheram imagens de câmeras de segurança da região e já conseguiram identificar a rota de fuga dos bandidos, que atiraram três vezes contra a vítima e fugiram numa motocicleta.
“As imagens podem nos ajudar a identificar os autores, além de mostrarem a movimentação dos assassinos”, explicou o delegado Marcus Amin.
“Ela atuava como uma líder comunitária no local e os traficantes podem ter relação. Mas ainda há outras possibilidades. Tudo ainda está sendo investigado”, concluiu o delegado.