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Briga por cachorro-quente termina em morte em SG

relogio min de leitura | Redação 27 de dezembro de 2016 - 09:30
Empresário foi morto na madrugada de sábado, numa barraca de lanches, no centro de Alcântara
Empresário foi morto na madrugada de sábado, numa barraca de lanches, no centro de Alcântara -

Por Renata Sena

Apontado como autor do assassinato do empresário e taxista André Phelipe Lyra da Silveira, 32, o Phelipe Marajoia, - executado com um tiro na cabeça, na madrugada de sábado, após discussão na fila para comprar cachorro-quente no trailer ‘Fome Zero’, em Alcântara, o caminhoneiro José Batista, 34, se apresentou na Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, na tarde de ontem. Como já havia passado o período de flagrante, ele não ficou preso.

Segundo testemunhas, no dia do crime, o caminhoneiro estava alterado e discutiu com algumas pessoas, uma delas Phelipe, que estava com amigos. “Ele tentou brigar com um funcionário da barraca. Depois começou a mexer com os meninos, até que o Phelipe deu um tapa na cara dele. Ele foi embora sorrindo. Os meninos até disseram que ele estava com maldade, mas ninguém achou que pudesse acontecer essa tragédia”, disse uma testemunha.

Minutos depois, o caminhoneiro teria voltado e chamado Phelipe para conversar. “Um tapa é um tapa”, teria dito, com um dos braços em volta do pescoço de Phelipe, antes de atirar na cabeça do empresário.

“Todo mundo correu, mas depois tentamos chegar perto do Phelipe, e ele apontou a arma para gente, perguntando se alguém teria coragem de encarar”, recordou um amigo.

Phelipe foi socorrido para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, onde já chegou morto.

“O caminhoneiro contou que após ser agredido por Phelipe e seus amigos foi embora. Em casa, notou que estava sem a carteira e voltou a barraca para procura-la. Lá, teria sido ameaçado pela vítima e atirou para se defender”, contou o delegado Allan Duarte, que investiga o caso.

O delegado acrescentou, ainda, que um relatório será produzido e encaminhado para a Justiça. “Ele confessou, apresentou sua versão e vai entregar a arma usada no crime. Vamos relatar tudo e levar para a apreciação da Justiça”, finalizou.

Phelipe foi enterrado no Cemitério Parque da Paz, na manhã de Natal. Sua morte gerou comoção e revolta entre os amigos.

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