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Homem é executado a tiros e outros dois acabam baleados em Alcântara

relogio min de leitura | Redação 14 de dezembro de 2016 - 08:00
Kennedy foi atingido por vários disparos quando passava de carro com amigo pela Rua do Valão
Kennedy foi atingido por vários disparos quando passava de carro com amigo pela Rua do Valão -

Por Daniela Scaffo

Uma homem morreu e outros dois acabaram baleados durante um tiroteio em plena luz do dia, no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo, ontem à tarde. No momento do crime, diversas pessoas que passavam pela rua entraram em pânico durante o bang-bang.

De acordo com a polícia, Douglas Lopes da Silva, de 29 anos, dirigia um Renault Sandero branco, acompanhado de Kennedy Barbosa da Silva, 24, que estava no banco do carona, quando ocupantes de uma motocicleta passaram pela pela Rua Nestor Pinto Alves, mais conhecida como Rua do Valão,efetuando diversos disparos em direção ao veículo.

Na ação, Kennedy acabou atingido por tiros no rosto e no peito. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já Douglas conseguiu fugir e deu entrada baleado no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê.

Funcionário de um estacionamento, Wesley Dantas de Oliveira acabou atingido numa das mãos por uma bala perdida enquanto trabalhava. Ele também procurou atendimento médico na mesma unidade hospitalar. “Escutei uma rajada de tiros e depois mais uns três separadamente. Quando cheguei aqui, toda a ação já tinha ocorrido. Só vi quando o rapaz estava no chão, sem vida. Parece que os motoqueiros já estava esperando esse carro passar por aqui”, contou uma testemunha, que preferiu não se identificar.

O pai de Kennedy esteve no local do crime e reconheceu o corpo. Abalado, ele preferiu não falar sobre o caso. O jovem era foragido da justiça por roubo e tinha passagens pela polícia por tráfico. Segundo agentes da DH, no carro foram encontradas uma balança de precisão e uma mochila com uma placa de carro lacrada. No bolso de Kennedy havia uma alta quantia em dinheiro.

O caso está sendo investigado por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), que buscam imagens de segurança de estabelecimentos comerciais para tentar identificar os assassinos. “Ainda não consolidamos a motivação ou linha de investigação do crime. Iremos escutar todas as testemunhas para, então, definirmos”, contou o delegado Vilson Almeida.

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