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‘Gardenal’ é condenado a 32 anos, mas é absolvido por morte de menor em SG

relogio min de leitura | Redação 19 de outubro de 2016 - 11:10
Victor Hugo saía de uma lanchonete com amigos quando foi abordado por Gadernal e Deivid, que está foragido
Victor Hugo saía de uma lanchonete com amigos quando foi abordado por Gadernal e Deivid, que está foragido -

Por Gustavo Carvalho

Investigado por envolvimento em pelo menos cinco assassinatos em São Gonçalo, Luís Cláudio de Almeida Fernandes, o Gardenal ou Russinho, de 40, acusado de integrar um grupo de extermínio que atuava no município, foi condenado a 32 anos e 130 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de roubos duplamente qualificado e latrocínio tentado contra um jovem com 18 anos na época. O roubo terminou com o assassinato do estudante Victor Hugo da Silva Braga, de 15 anos, em julho de 2011. No entanto, a promotoria não o acusou pelo homicídio relacionado ao estudante e ele acabou absolvido desse crime. A sentença foi proferida pela juíza Juliana Grillo El-Jaick, na noite de ontem, num julgamento, que durou mais de seis horas, ontem, no Tribunal do Júri do Colubandê, em São Gonçalo.

“Nada vai trazer meu filho de volta, mas ao menos parte da Justiça foi feita”, disse a jornalista Heloísa Leandro, de 37 anos, mãe de Victor, que foi impedida pela juíza de assistir a todo o julgamento, por não concordar com tese da promotoria.

“O Ministério Público entendeu que não houve participação dele no homicídio do Victor Hugo e sim nos outros crimes. O autor do homicídio é o acusado que ainda está foragido”, finalizou o promotor. Victor Hugo voltava de uma lanchonete no Bandeirantes, em companhia do amigo, quando os dois foram abordados por dois homens, entre eles Gadernal, que estavam num Palio prata. Eles e outros rapazes que passavam foram obrigados a sentar na calçada. Um deles, de 18 anos, tentou fugir pulando o muro de uma residência e acabou baleado na boca. Em seguida, Deivid da Silva Oliveira, o Leleco, que continua foragido, se aproximou de Victor Hugo e atirou em sua cabeça. O estudante chegou a ser socorrido para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, mas não resistiu aos ferimentos.

Dois anos após a morte de Victor Hugo, Gardenal teria voltado a protagonizar mais um crime bárbaro. Ele é suspeito de, em agosto de 2013, executar quatro amigos, de 17 anos, em Monjolos. Renan Braga do Couro Pinto, Carlos Henrique da Cunha Correira, Paulo Roberto dos Santos e Robert Francisco Caetano foram mortos com tiros na cabeça.

Prisão - Gadernal foi preso por policiais do 7ºBPM (São Gonçalo), no Galo Branco, em outubro de 2015. PMs averiguavam denúncia sobre som alto num comércio na Rua Lessa Mendonça. Ao perceber a presença dos PMs, ele ainda tentou fugir pulando o muro, mas acabou preso. Próximo ao local, os PMs encontraram uma escopeta dentro de um Toyota Etios SD prata.

Na 73ªDP (Neves), os policiais constataram que contra Gardenal havia dois mandados de prisão por homicídio.

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