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‘Maníaco’ pode ter matado outras duas mulheres em SG

relogio min de leitura | Redação 06 de outubro de 2016 - 11:00
Imagem ilustrativa da imagem ‘Maníaco’ pode ter matado outras duas mulheres em SG

Por Thuany Dossares

Quatro anos após o desaparecimento da doméstica Tatiana Ribeiro Mesquita Batista, à época com 32 anos de idade, a angústia de seus familiares pode estar próxima do fim. Preso no último sábado acusado de matar a própria companheira, Francisca Araújo de Oliveira, 44, e enterrar o corpo num terreno baldio, em Guaxindiba, Júlio César Souza, 33, também é apontado por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo como o principal suspeito matar Tatiana, com quem manteve relacionamento durante um mês.

A doméstica foi vista pela última vez no dia 14 de dezembro de 2012, na Rua São Pedro, em Vista Alegre. Na data, ela e o acusado teriam saído de uma igreja e seguiram para visitar os três filhos dela no mesmo bairro. Segundo familiares, Tatiana telefone para a mãe, por volta das 19h30, e disse que ficaria na casa do pai de Júlio César.

Cerca de quatro horas depois, o suspeito retornou a ligação desesperado e perguntou à sogra se alguém tinha informações sobre o paradeiro de Tatiana. Ele alegou que havia emprestado o cartão de bilhete único para a companheira voltar para casa e não teve mais notícias dela. No dia seguinte, Júlio César acompanhou familiares da doméstica nas buscas e chegou a ir à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar o caso.

“Quando vi a matéria sobre a prisão dele no jornal me reascendeu a esperança de ter respostas sobre o paradeiro da minha filha. Tudo o que foi publicado sobre a morte dessa outra mulher, o fato dele ter sido solícito com a família, ajudando nas buscas e indo à delegacia, ele também fez comigo. Minha filha não mentiria para mim. Se ela disse que estava com ele, ela estava. Eu nunca imaginei que ele fosse tão cruel e frio, um verdadeiro monstro. Mas não me importa se ela está viva ou morta, eu só preciso saber onde ela está para poder confortar o meu coração e de toda a nossa família. Minha filha merece um enterro digno”, desabafou a dona de casa Maria Luíza Ribeiro de Mesquita dos Santos, mãe da vítima. Muito emocionada, a dona de casa ainda relembrou tudo o que fez na esperança de ainda poder encontrar a filha. “Eu andava pelas ruas e observava cada morador de rua na expectativa de ver a Tatiana entre eles. Cheguei ao ponto de quando os via dormindo, enrolados em coberta, a destampar seus rostos na esperança de que um deles fosse a minha filha. Rodei por todos os cantos, em São Gonçalo, Itaboraí, Niterói, no Rio. Passei por necrotérios, hospitais e delegacias. A polícia estava investigando, mas eu também nunca deixei de procurar por ela. É um sofrimento muito grande, uma angústia enorme. Não há como descrever o tamanho da minha dor”, completou aos prantos.

Responsável pelas investigações, o delegado Gabriel Poiava falou que está apurando a possibilidade de Júlio César ser um maníaco. “Quando foi preso, ele estava num bar bebendo após matar uma pessoa. A linha mais forte é de que ele use o mesmo modus operandi, que é matar e enterrar num terreno. E tudo leva a crer que ele tenha feito o mesmo com a Tatiana. Ele sempre foi visto como principal suspeito do desaparecimento dela. Vamos fazer buscas até conseguirmos encontrar o corpo dela”, afirmou o delegado, que investiga o envolvimento do acusado no desaparecimento de outra ex-namorada. “Tenho certeza de que minha mãe está morta, infelizmente, e sei que ele foi o responsável. Nada vai trazê-la de volta, mas quero justiça. Nada vai tirar a dor que estamos sentindo”, lamentou Luana de Mesquita Batista, 20, filha da doméstica.

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