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Oficiais da PM acusados de desvio milionário têm nova prisão decretada

relogio min de leitura | Redação 21 de setembro de 2016 - 11:45
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Agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e da Corregedoria da PM deflagraram, ontem, a Operação Carcinoma III.

A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva contra os coronéis da PM, Ricardo Pacheco, ex-Estado Maior Administrativo; Kleber Martins, ex-diretor da Diretoria Geral de Administração Financeira (DGAF) da corporação; além do tenente-coronel Marcelo de Almeida Carneiro, ex-subdiretor administrativo do Hospital da PM de Niterói (HPMNit), em Santa Rosa, e outros oficiais da corporação. Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Esquema - Sete oficiais são acusados de participar de um esquema de desvio de recursos pertencentes ao Fundo de Saúde da PM (Fuspom) e responderão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica. De acordo com a denúncia, o bando foi responsável pela compra de 18 mil kits de substratos fluorescentes para a unidade hospitalar de Niterói, no valor de R$ 1.786.500, por meio da contratação irregular da empresa Megabio Hospitalar, em setembro de 2014. Todo o processo teria sido fraudulento e previa o direcionamento para a empresa que viria a vencer a licitação.

O HPM-Nit nem sequer tinha estrutura logística para receber os kits, que necessitam ser acondicionados em refrigeradores. Os oficiais denunciados responderão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica. A Operação Carcinoma III é um desdobramento de outras duas operações homônimas. A primeira foi realizada em dezembro de 2015 e cumpriu 21 mandados de prisão, dos quais 11 contra oficiais da PM e um contra uma funcionária administrativa contratada pela corporação. Também foram cumpridos cerca de 40 mandados de busca e apreensão. Deflagrada em março deste ano, a segunda cumpriu três mandados de prisão preventiva contra empresários do Rio e outros dois contra PMs, entre eles uma capitã. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

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