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Números de roubo a pedestres e em coletivos dispara em S. Gonçalo

relogio min de leitura | Redação 08 de setembro de 2016 - 11:25
O coronel Samir afirmou que a PM trabalha para reverter números
O coronel Samir afirmou que a PM trabalha para reverter números -

Além de roubo de veículos, outros dois crimes que cresceram bastante em São Gonçalo, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, foram os de roubo a pedestres e coletivos. Enquanto em julho do ano passado houve 421 casos de pedestres roubados, no mesmo período desse ano, o número de registro aumentou para 831, ou seja, um crescimento de quase 100%. A estatística indica também que houve um crescimento de 82% de roubos a coletivos na cidade nos mesmos meses de comparação.

Apenas na área da 72ª DP (Mutuá), que atende os bairros como Centro, Galo Branco e Trindade, houve um aumento de 230% de roubos a pedestres. Já na 73ª DP (Neves), responsável por Neves, Barro Vermelho, entre outros, os registros de roubo a pedestres cresceram aproximadamente 65%. Na área da 74ª DP (Alcântara), o índice cresceu 50%, enquanto na área da 75ª DP (Rio do Ouro), responsável por bairros como Anaia, Tribobó e Ipiíba, o aumento foi de 100%. A estatística indica também que houve um crescimento de 82% de roubos a coletivos na cidade nos mesmos meses de comparação.

Uma das vítimas do crescente número de roubos a pedestres foi uma vendedora, de 20 anos, que preferiu não se identificar por questão de segurança. “Eu já tenho até medo de sair de casa. Já fui assaltada duas vezes esse ano”, contou a jovem.

O comandante do 7º BPM (São Gonçalo), Samir Vaz de Lima, informou que o batalhão tem trabalhado de forma intensa para conter o roubo de rua, mas que os números de prisões não têm refletido na diminuição do índice de assaltos.

“O aumento desses crimes vem se verificando em todo estado mas estamos trabalhando de forma intensa para coibi-los. Houve um acréscimo de 30% no número de presos e apreendidos comparado ao mesmo período do ano passado, no entanto infelizmente essa tendência não reflete na diminuição total no índice da criminalidade. Ainda que haja crescimento em número de prisões, a gente não consegue verificar a inversão proporcional no número de assaltos. O estado passa por uma situação difícil economicamente. A crise está fazendo com que muitas pessoas passem a praticar crimes nas ruas”, argumentou o comandante.

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