GAECO/MPRJ denuncia 12 integrantes do 'CV' por extorsão de comerciantes de gás em comunidades do Rio
Houve também bloqueio de mais de R$ 327 milhões de recursos vinculados aos denunciados. Esquema funcionou entre 2024 e 2025, em comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e na capital fluminense

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 12 integrantes do Comando Vermelho acusados de controlar a comercialização de gás em comunidades fluminenses por meio de ameaças e extorsões contra comerciantes. Nesta quarta-feira (28/10), equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumprem nove mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão. Entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado como a principal liderança da facção criminosa em liberdade.
Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o GAECO/MPRJ obteve junto à 2ª Vara Criminal Especializada da Capital, o bloqueio de R$ 327.597.996,68 milhões em recursos vinculados aos denunciados e às empresas utilizadas no esquema criminoso.
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As investigações tiveram início após o proprietário de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, denunciar à polícia ameaças de morte e sequestro. De acordo com as apurações, o grupo criminoso obrigava comerciantes a comprar gás exclusivamente de uma distribuidora específica ou exigir o pagamento de taxas mensais ao tráfico de drogas para continuar trabalhando. O esquema funcionou entre 2024 e 2025, em comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia, as ameaças tinham como objetivo eliminar a concorrência, impor condições comerciais favoráveis aos criminosos e assegurar o pagamento periódico de valores à organização criminosa.
Mensagens analisadas durante as investigações revelaram a divisão de tarefas entre os integrantes do grupo, que atuavam na articulação comercial com distribuidoras de gás, na intermediação de contatos com traficantes, na cobrança de comerciantes e na arrecadação e no repasse de recursos às lideranças do Comando Vermelho.