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Menina de 10 anos é morta por adolescente em Itaboraí

relogio min de leitura | Redação 03 de setembro de 2016 - 11:00
Correia de violão e saxofone foram usados para matar a menina
Correia de violão e saxofone foram usados para matar a menina -

Por Renata Sena

A estudante Sara Moreira Esteves, de 10 anos, morreu após ser asfixiada com a correia de um violão e golpeada na cabeça com um saxofone, dentro de casa, na Rua São José, no bairro Sossego, em Itaboraí, na manhã de ontem. O autor do crime, um adolescente, de 16 anos, que é amigo da família e frequentava a casa da vítima, foi apreendido em flagrante por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG).

Em estado de choque, o irmão de Sara contou como encontrou o corpo da menina, que era a mais nova de três irmãos. “Eu cheguei do colégio e a encontrei caída no chão da sala com a bandoleira do meu violão enrolada no pescoço. Eu tentei ver a pulsação dela. Tentei escutar o coração, e até fiz uma massagem cardíaca. Mas não teve jeito. Eu coloquei ela no sofá e fui buscar ajuda. Não sei porque ele fez isso. É triste demais. Eu tinha ele como meu irmão”, desabafou o jovem.

Assustado e sem conseguir reanimar a irmã, o adolescente foi a uma igreja, a poucos metros casa, e pediu socorro. No entanto, Sara já estava morta.

O acusado do crime foi detido por vizinhos da vítima, que desconfiaram de alguns arranhões na orelha do adolescente. “Ele estava ferido e muito agitado. Isso chamou a atenção dos vizinhos. Embora ela tenha até trocado de roupa após o crime, as atitudes geraram desconfiança. Quando chegamos no local conseguimos a sua confissão”, explicou Wilson Palermo, da DH, responsável pelas investigações.

De acordo com familiares, Sara era uma menina calma, doce e bastante introspectiva. Aluna do 4ª ano do ensino fundamental do Colégio Municipal Acácio Campos, em Itaboraí, a vítima era bastante ligada aos irmãos e querida pelos vizinhos. Apesar das diversas versões apresentadas pelo adolescente, para a polícia não há duvidas sobre a autoria do crime. “Além da confissão, temos provas periciais que foram encontradas e colhidas no local”, completou o delegado, que autuou o adolescente no ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado.

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