Estupro coletivo em Copacabana: quatro homens são condenados a 15 anos de prisão
Crime ocorreu em janeiro, em um apartamento em Copacabana; réus também deverão pagar indenização de 40 salários mínimos à vítima

A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A sentença manteve a prisão preventiva dos réus e determinou o pagamento conjunto de indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos.
Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Durante o processo judicial, os quatro reconheceram ter mantido relações sexuais com a adolescente, mas alegaram que os atos ocorreram com o consentimento dela.
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De acordo com a sentença, o crime aconteceu em 31 de janeiro, dentro de um apartamento. A adolescente relatou que havia aceitado manter relações sexuais com um rapaz com quem já tinha ficado anteriormente. No entanto, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. Segundo o depoimento, ela sofreu agressões físicas e foi impedida de deixar o local.
O juiz João Zacharias de Sá considerou o relato da vítima coerente e respaldado por outras provas, entre elas exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), que identificaram lesões físicas. O magistrado também rejeitou o argumento das defesas de que as relações sexuais foram consentidas.
“Prosseguir no ato sexual depois da recusa, mediante violência ou grave ameaça, configura estupro, pouco importando o que se passou antes”, afirmou o juiz na sentença.
Além dos quatro adultos condenados, um adolescente envolvido no caso teve a internação determinada pela Justiça por seis meses. A decisão foi tomada em abril, com cumprimento da medida em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
Após a repercussão do caso, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin também passaram a ser alvo de outras acusações de estupro registradas na polícia.