Cárcere privado e violência sexual: MPRJ consegue prisão de dois acusados no RJ
Uma das vítimas relatou que era pressionada a realizar programas sexuais virtuais, enquanto o companheiro administrava os valores recebidos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a prisão preventiva de duas pessoas acusadas de crimes de violência contra mulheres em diferentes pontos do estado. Os casos ocorreram no Campinho, na Zona Norte do Rio, e em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.
As decisões foram obtidas pelo Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (NACAC/MPRJ), na última sexta (25). Em um dos casos, um homem é acusado de manter a companheira em cárcere privado e submetê-la à exploração sexual. No outro, uma mulher é acusada de perseguir, agredir e violentar sexualmente outra mulher.
No caso ocorrido no Campinho, o acusado foi preso depois que a mãe da vítima procurou a polícia e informou que a filha estaria sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro.
Conforme relatado nos autos, a mulher teria permanecido por aproximadamente cinco meses sob controle do acusado. Durante esse período, segundo o processo, ela era impedida de sair sozinha e de manter contato com familiares e amigos.
Ainda de acordo com os autos, ele controlava as redes sociais da companheira e movimentava a conta bancária dela. A vítima também relatou que era pressionada a realizar programas sexuais virtuais, enquanto o companheiro administrava os valores recebidos.
Caso em Arraial do Cabo
Em Arraial do Cabo, uma mulher foi presa após uma denúncia de violência sexual. Segundo o relato da vítima, a acusada teria entrado sem autorização em sua residência e utilizado uma faca para constrangê-la a praticar um ato sexual.
A vítima conseguiu se desvencilhar e correu para o banheiro, onde as duas teriam entrado em luta corporal. Um vizinho ouviu os pedidos de socorro e interveio.
A decisão também registra que, antes do episódio, e mulher já apresentava, segundo o relato da vítima, um comportamento insistente e invasivo. Ela teria realizado ligações e enviado mensagens, além de fazer declarações amorosas que não eram correspondidas.
Nas manifestações apresentadas durante as audiências de custódia, o NACAC/MPRJ sustentou que a liberdade dos dois acusados representaria risco de novas práticas criminosas.
No caso do Campinho, o núcleo também destacou a necessidade de preservar a vítima durante o andamento da instrução criminal. As prisões preventivas foram determinadas pela Justiça após as manifestações do Ministério Público.