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Acusado de chefiar Alma é preso depois de fazer namorada refém

relogio min de leitura | Redação 25 de agosto de 2016 - 11:15
Patati resistiu à prisão e apontou a arma para a companheira
Patati resistiu à prisão e apontou a arma para a companheira -

Por Thuany Dossares


Dois dias após a morte de um PM numa troca de tiros com traficantes da Favela da Lodial, no Boaçu, em São Gonçalo, outro policial do 7ºBPM (São Gonçalo) escapou por pouco de ter o mesmo final e acabou salvo pelo colete à prova de balas. A ação ocorreu, na manhã de ontem, durante confronto entre PMs e um rapaz apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro da Alma, no Jóquei. Para tentar evitar a prisão, ele manteve a própria namorada, de 17 anos, como refém.

Os policiais contaram que foram até a comunidade para verificar denúncia que informava a localização de Guilherme Freire Alves, o Patati, 22 anos, ligado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Ao entrarem numa casa, na Rua Emídio Dantas Barreto, os agentes foram recebidos a tiros por Patati. No confronto, o cabo De Paula acabou atingido na altura do peito, mas o projétil parou no colete balístico do PM, que também foi ferido por estilhaços no rosto. “Estávamos a pouca distância um do outro. A troca de tiros foi de uma curta distância. Dava pra ver o fogo saindo da arma dele. Graças a Deus saí ileso”, comentou o PM.

Um dos tiros disparados pelo policial chegou a pegar na pistola apreendida com o criminoso, que manteve a arma apontada para a cabeça da própria namorada durante alguns minutos, mas acabou se entregando. No bolso de Patati foi encontrada a chave de um Punto prata, placa LLE-6212, roubado no último dia 22, na área da 75ªDP (Rio do Ouro). O acusado foi encaminhado para a central de flagrantes da 74ªDP (Alcântara) e irá responder pelos crimes de tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e receptação.

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