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Jovem mata padrasto para defender mãe de agressões

relogio min de leitura | Redação 21 de agosto de 2016 - 11:00
Acusado, de 22 anos, foi levado para a Divisão de Homicídios, onde contou que tomou a faca do padrasto, que ameaçava sua mãe
Acusado, de 22 anos, foi levado para a Divisão de Homicídios, onde contou que tomou a faca do padrasto, que ameaçava sua mãe -

Por Renata Sena

Após 16 anos sendo submetida à violência doméstica, o sonho de uma doméstica, de 41 anos, de se libertar do cárcere em que vivia só veio através de outra prisão: a do próprio filho. Depois de presenciar, mais uma vez, a mãe sendo agredida e ameaçada com uma faca, um jovem, de 22 anos, tomou a arma e matou o padrasto, no bairro Areal, em Itaboraí, na madrugada de ontem. Ele foi preso em flagrante por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.

Apontado pela companheira como um homem agressivo, o pedreiro Alexsandro Ribeiro dos Santos, de 36 anos, foi atingido por uma facada e chegou a ser socorrido para o Hospital Desembargador Leal Júnior, em Manilha, mas não resistiu ao ferimento e morreu na unidade. “Quem conhecia o Alex sabe como ele era quando bebia. Ele se transformava e me xingava. Meu filho é um menino bom. Fez isso para me defender”, desabafou a mãe do jovem.

De acordo com a doméstica, o marido chegou bêbado na noite de sexta-feira. Antes de entrar em casa, ele preferiu dormir dentro do carro por algum tempo. Durante a madrugada, ele entrou na residência e começou a agredir a companheira.

“Ele me acordou me chamando de um monte de nome e começou a bater minha cabeça na parede. Depois começou a apertar meu pescoço como se fosse me matar. Até que ele me soltou e pegou a faca. Foi quando meu filho pulou nele e jogou a faca no chão. Quando ele tentou pegar a faca novamente, meu filho o atingiu. Tudo foi para me salvar”, recordou emocionada a mulher, na sede da Divisão de Homicídios.

O jovem foi localizado durante a manhã de ontem, em Itaboraí. Acompanhado da mãe e da avó materna, o menino foi encaminhado para a DH onde prestou seu primeiro depoimento. Muito abalado, ele preferiu não falar sobre o caso. “Eu tentei por diversas vezes sair daquele casamento agressivo. Todas as vezes que eu falava em separação, ele não aceitava e dizia que ia me matar. Vivia sendo ameaçada e coagida”, concluiu a doméstica.

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