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Presa por tráfico ameaça PMs:

"Vocês vão pagar por isso"

relogio min de leitura | Redação 11 de agosto de 2016 - 11:55
Acusada chefiar tráfico no Bairro Almerinda, Robertinha foi flagrada com drogas, carregador de pistola, além de munições para fuzil
Acusada chefiar tráfico no Bairro Almerinda, Robertinha foi flagrada com drogas, carregador de pistola, além de munições para fuzil -

Por Renata Sena

Acusada de liderar ‘bondes’ e controlar com ‘mãos de ferro’ o tráfico de drogas do Bairro Almerinda, em São Gonçalo, Roberta da Rosa Vieira, de 26 anos, foi presa na casa da mãe, no Apolo II, durante a manhã de ontem. Robertinha, como é conhecida no mundo do crime, demonstrou agressividade e chegou a ameaçar os policiais que efetuavam sua prisão. “Vocês vão pagar por isso. Eu vou pegar vocês”, gritou, tentando escapar da prisão em flagrante.

De acordo com a polícia, Robertinha estava em liberdade condicional e retornou à liderança do tráfico assim que deixou a cadeia, em abril. Ela também é apontada como principal suspeita do assassinato do eletricista automotivo Charles Pontes da Cruz, de 47 anos, retirado de sua oficina mecânica no Bairro Almerinda e executado a tiros no meio da rua. O corpo da vitima foi encontrado carbonizado no porta-malas de um carro, no Jóquei.

Prisão - Após receberem denúncia informando o endereço em que Robertinha poderia ser encontrada, policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7ºBPM (São Gonçalo), com o apoio de agentes do 35ºBPM (Itaboraí), seguiram para a Rua 3, no Apolo II, onde a suspeita foi surpreendida. Ela tentou fugir do cerco policial e precisou ser contida. Ela ainda ameaçou os PMs dizendo que pegaria um por um.

Segundo os policiais, na casa foi encontrado um Vectra, de cor azul, que pertence a Robertinha. No porta-malas do carro, os agentes encontraram 70 cápsulas de cocaína, carregador de pistola com 22 munições, além de 10 munições de fuzil calibre 5.56.

Robertinha foi encaminhada para a central de flagrante da 71ªDP (Itaboraí), onde acabou autuada pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de munição de uso restrito e ameaça.

Recordando - No dia 3 de agosto, o eletricista automotivo Charles Pontes da Cruz, 47, havia acabado de chegar à oficina mecânica, que ficava na garagem de sua antiga casa, na Rua Clemeri, quando três criminosos armados, entre eles uma mulher, invadiram o imóvel. O eletricista foi levado para meio da rua e executado a tiros.

Em seguida, o trio, que usava toucas ninjas, colocou o corpo da vítima no porta-malas de um carro e o levou até a Alameda B, no Jóquei, onde foi carbonizado.

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