Presa por tráfico ameaça PMs:
"Vocês vão pagar por isso"

Por Renata Sena
Acusada de liderar ‘bondes’ e controlar com ‘mãos de ferro’ o tráfico de drogas do Bairro Almerinda, em São Gonçalo, Roberta da Rosa Vieira, de 26 anos, foi presa na casa da mãe, no Apolo II, durante a manhã de ontem. Robertinha, como é conhecida no mundo do crime, demonstrou agressividade e chegou a ameaçar os policiais que efetuavam sua prisão. “Vocês vão pagar por isso. Eu vou pegar vocês”, gritou, tentando escapar da prisão em flagrante.
De acordo com a polícia, Robertinha estava em liberdade condicional e retornou à liderança do tráfico assim que deixou a cadeia, em abril. Ela também é apontada como principal suspeita do assassinato do eletricista automotivo Charles Pontes da Cruz, de 47 anos, retirado de sua oficina mecânica no Bairro Almerinda e executado a tiros no meio da rua. O corpo da vitima foi encontrado carbonizado no porta-malas de um carro, no Jóquei.
Prisão - Após receberem denúncia informando o endereço em que Robertinha poderia ser encontrada, policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7ºBPM (São Gonçalo), com o apoio de agentes do 35ºBPM (Itaboraí), seguiram para a Rua 3, no Apolo II, onde a suspeita foi surpreendida. Ela tentou fugir do cerco policial e precisou ser contida. Ela ainda ameaçou os PMs dizendo que pegaria um por um.
Segundo os policiais, na casa foi encontrado um Vectra, de cor azul, que pertence a Robertinha. No porta-malas do carro, os agentes encontraram 70 cápsulas de cocaína, carregador de pistola com 22 munições, além de 10 munições de fuzil calibre 5.56.
Robertinha foi encaminhada para a central de flagrante da 71ªDP (Itaboraí), onde acabou autuada pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de munição de uso restrito e ameaça.
Recordando - No dia 3 de agosto, o eletricista automotivo Charles Pontes da Cruz, 47, havia acabado de chegar à oficina mecânica, que ficava na garagem de sua antiga casa, na Rua Clemeri, quando três criminosos armados, entre eles uma mulher, invadiram o imóvel. O eletricista foi levado para meio da rua e executado a tiros.
Em seguida, o trio, que usava toucas ninjas, colocou o corpo da vítima no porta-malas de um carro e o levou até a Alameda B, no Jóquei, onde foi carbonizado.