‘Pelezinho’ é suspeito de matar policial em Niterói

Por Thuany Dossares
A Divisão de Homicídios (DH) investiga o envolvimento do traficante Maykon da Silva Barcelos, mais conhecido como Pelezinho, de 22 anos, na morte do soldado da Polícia Militar Carlos Eduardo dos Santos Mira, de 33 anos. O PM, que era lotado no 12ºBPM (Niterói), foi morto durante uma operação para reprimir o tráfico de drogas no Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, Niterói, no mês passado.
De acordo com as investigações, Pelezinho é um dos seguranças de Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, 41, e estava na localidade conhecida como ‘Sem Terra’ no dia do crime, para garantir a proteção de seu chefe, que controla com ‘mãos de ferro’ o tráfico de drogas no Morro do Bumba.
Pelezinho estaria no grupo de criminosos que atirou contra os militares e baleou Mira, que chegou a ser socorrido pelos colegas de farda para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda segundo informações policiais, o acusado também seria o líder da venda de drogas na Favela da Bernardino, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Contra Pelezinho há um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Quem tiver informações que possam auxiliar na prisão do suspeito, pode ligar para o Disque-Denúncia através do telefone: 2253-1177.
Recordando - O soldado da PM Carlos Eduardo dos Santos Mira foi morto durante confronto entre policiais do 12ºBPM (Niterói) e traficantes do Morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim, Zona Norte de Niterói, no dia 16 de julho.
Lotado no Grupamento de Ações Táticas (GAT) do batalhão de Niterói, Mira e sua equipe realizavam uma operação para combater o tráfico de drogas na localidade conhecida como ‘Sem Terra’ quando os agentes foram recebidos a tiros por três criminosos armados de fuzil, que estavam escondidos num matagal. Um dos disparos atravessou o braço esquerdo do PM e atingiu seu coração.
Na última sexta-feira, policiais da unidade prenderam outro suspeito de envolvimento no crime: Douglas Delgado dos Santos, 24, o Cabecinha. Os PMs do Grupamento de Ações Táticas (GAT) contaram que a operação foi deflagrada com base em informações repassadas pelo Disque-Denúncia. Ele estava com um fuzil, calibre 556, além de drogas.