Bandido em fuga atropela e mata três da mesma família

Por Thuany Dossares
O motorista de um carro roubado atropelou e matou três pessoas, entre elas mãe e filha, na Rodovia Niterói-Manilha (BR-101), na altura do Gradim, no final da tarde de domingo. Após o acidente, ele fugiu sem prestar socorro às vítimas.
A cozinheira Alexsandra Aparecida da Silva, de 40 anos, sua filha, Nathália da Silva Monteiro, de 15, seu pai de consideração, Luís Carlos Barbosa Lima, e Ivanice de Santana Santos estavam num ponto de ônibus, na pista sentido Itaboraí. A família havia acabado de sair de um restaurante, no bairro Porto Novo, e aguardava o ônibus para seguir para casa, em Guaxindiba, quando foi atingida pelo Honda Fit prata, placa FQG-9115, roubado no último dia 16, na área da 74ªDP (Alcântara).
Segundo a polícia, Alexsandra e Nathália não resistiram aos ferimentos e morreram na hora, enquanto Luís Carlos e Ivanice foram socorridos para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. O homem, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de ontem. Já Ivanice permanece internada e não corre risco de morte.
Ex-marido da cozinheira, o também cozinheiro Bruno Carlos Cardoso da Silva, 33, lamentou as mortes.
“A Alexsandra era muito querida, muita gente gostava dela, estava sempre muito alegre e vivia rindo o tempo todo. Era sempre trabalhadora, responsável, vivia para a filha. A Nathália era um amor de pessoa, super madura, estava certa na escola e era ótima aluna, dedicada. Nunca deu trabalho para a mãe. Eu a considerava minha filha. Não tenho nem palavras para descrever essas perdas”, desabafou Bruno. Os corpos de mãe e filha foram enterrados juntos, na tarde de ontem, no Cemitério São Miguel, no bairro de mesmo nome, em São Gonçalo. O caso foi registrado na 73ªDP (Neves). Na segunda-feira, um homem, de 25 anos, foi preso ao tentar prestar um falso testemunho sobre o atropelamento, mas acabou sendo descoberto pelos agentes. De acordo com a polícia, o acusado teria ido até a distrital a mando de um criminoso identificado apenas como Biel - que seria o chefe da venda de drogas do Morro do Feijão, no Paraíso - para afirmar que um rapaz, que já está morto, conduzia o veículo. Ele ainda teria afirmado que recebeu R$ 1 mil do bandido para dar a declaração. “Ele veio até aqui contar uma história, disse o nome de um homem que estaria dirigindo o veículo que atropelou a família. O rapaz que ele indicou está morto e ele caiu em contradição o tempo todo. No meio de tudo isso, nós conseguimos identificar um suspeito e iremos solicitar à Justiça um mandado de prisão por homicídio culposo”, explicou o delegado Robson Rodrigues.