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Entenda a reviravolta no caso da bebê Helena

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante; um deles mantinha relacionamento casual com a mãe da vítima

relogio min de leitura | Redação 18 de julho de 2026 - 11:06
Helena Almeida, de 10 meses, foi vítima de asfixia, segundo laudo pericial
Helena Almeida, de 10 meses, foi vítima de asfixia, segundo laudo pericial -

A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, em Fortaleza (CE), ganhou um novo rumo após a conclusão da perícia oficial. Laudo divulgado nesta sexta-feira (17) pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou a hipótese de violência sexual e apontou que a criança morreu em decorrência de asfixia.

Nos primeiros momentos da investigação, o caso era tratado como estupro seguido de morte. A suspeita surgiu a partir de um relatório elaborado por profissionais do hospital onde a menina recebeu atendimento, que indicava sinais compatíveis com abuso sexual.

Com base nessas informações, dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante. Um deles mantinha um relacionamento casual com a mãe da criança, enquanto o outro é primo do suspeito.

No entanto, os exames periciais mudaram o rumo da investigação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), não foram encontrados vestígios de sêmen ou qualquer material genético dos investigados no corpo da bebê. O exame sexológico também concluiu que não houve violência sexual.

Os laudos laboratoriais ainda apontaram que a criança não havia ingerido álcool ou drogas antes da morte.

Diante dos novos resultados, a Polícia Civil do Ceará reclassificou a investigação para homicídio culposo, quando não há intenção de matar, afastando, até o momento, a hipótese de estupro.

Apesar da mudança no enquadramento do caso, as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da criança e a participação de cada um dos envolvidos.

A mãe da bebê prestou depoimento e apresentou uma versão diferente da inicialmente registrada pela polícia. Segundo ela, após participar de uma comemoração familiar, aceitou o convite de um amigo de infância para ir até o apartamento dele. A mulher afirmou que adormeceu com a filha no colo e, ao acordar, encontrou o homem deitado sobre a criança, que estaria sendo sufocada.

Inicialmente, a Polícia Civil havia informado que a morte ocorreu na residência da mãe da bebê. As divergências entre os depoimentos também fazem parte das diligências que seguem em andamento.

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