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Mãe coloca o estuprador da filha no banco dos réus em SG

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 16 de julho de 2016 - 11:00
Filipe foi preso após aposentada descobrir que ele havia violentado sua filha, de apenas seis anos
Filipe foi preso após aposentada descobrir que ele havia violentado sua filha, de apenas seis anos -

Por Renata Sena

Ter a filha de seis anos estuprada, escutar da criança um relato detalhado e saber que o criminoso era um velho conhecido foi apenas o início do drama de uma mãe moradora de São Gonçalo. Às vésperas do início do julgamento do estuprador de sua filha, de apenas seis anos, uma aposentada, de 45 anos, lembra como descobriu que a menina havia sido violentada por alguém tão próximo da família.

Mesmo sem perceber, a mulher agiu como a primeira psicóloga da criança, que rompeu o silêncio e narrou, em detalhes, o que aconteceu em dezembro de 2014. “Ela contou como se fosse uma historinha. Ele usou a inocência dela para fazer as coisas sem mostrar que era errado. E mesmo com medo ela me contou tudo. Não sei como consegui manter o controle. Foi horrível escutar aquilo tudo da boca da minha filha”, relembrou emocionada. A menina só contou o ocorrido para mãe depois de escutar da tia uma história semelhante. “Não sabíamos de nada, mas ela acordou chorando e disse que não queria que a gente morresse. Após conseguir acalmá-la, ela contou o ocorrido e as ameaças de morte que recebia”, recorda. Desesperada, a mulher escondeu toda a dor da filha e tratou o drama com naturalidade, para que ela repetisse na delegacia todo o relato. Sete meses após o crime, Filipe Laurentino Freitas, o Filipe Maconha, de 26 anos, foi preso acusado de estupro de vulnerável. “Ele me chamava de dinda. Meus filhos cresceram com a presença dele perto da gente. Isso me dá um pouco de culpa”, comentou a mãe da criança. Contudo, apesar da dor de relembrar o episódio, a aposentada faz uma alerta a outras famílias. “Mesmo que pareça impossível, busquem ajuda profissional. Sete meses depois, o Filipe foi preso, contrariando tudo que diziam”, completou.

A primeira audiência do caso será no próximo dia 20, no Fórum do Colubandê. O julgamento, no entanto, ainda não tem data definida. Caso seja condenado, Felipe pode pegar de 8 a 15 anos de prisão.

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