Polícia Civil prende integrante do TCP após operação no Pombo Sem Asa e no Guandu
As investigações também apontam que o avanço territorial do grupo está inserido em um cenário de disputa violenta com facções rivais, o que tem provocado sucessivos episódios de instabilidade e violência na região

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), prenderam um homem apontado como peça-chave na estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP), nessa sexta-feira (03), durante ação nas comunidades do Pombo Sem Asa e do Guandu, na Zona Oeste do Rio. O criminoso exercia papel estratégico dentro da organização, sendo responsável pela segurança armada e pelo apoio ao domínio territorial do grupo nas regiões de Vargem Pequena e Vargem Grande.
As investigações indicam que ele atuava diretamente no processo de expansão da facção para áreas até então consideradas fora da influência do tráfico, consolidando pontos de venda de drogas, impondo controle sobre a circulação de moradores e estabelecendo cobranças ilegais a comerciantes.
Segundo apurado, o preso integrava o núcleo operacional ligado ao traficante Gabriel da Silva Alves, conhecido como “GB”, uma das principais lideranças do TCP, que comanda ações criminosas a partir do Complexo da Maré. Na hierarquia local, ele é um dos responsáveis pela gestão da venda de entorpecentes e pela manutenção do controle armado das áreas invadidas.
As investigações também apontam que o avanço territorial do grupo está inserido em um cenário de disputa violenta com facções rivais, o que tem provocado sucessivos episódios de instabilidade e violência na região. Nesse contexto, a organização passou a adotar práticas típicas de milícia, como a exploração clandestina de serviços e a cobrança sistemática de taxas extorsivas de moradores e comerciantes.
Um dos episódios mais emblemáticos da escalada de violência foi o assassinato da líder comunitária Frauzenete Soares da Silva, conhecida por se opor à atuação do grupo na comunidade Novo Palmares, em Vargem Pequena. Após o crime, o filho da vítima passou a sofrer ameaças e foi expulso da comunidade, tendo seus bens apropriados por integrantes da facção.
A prisão do investigado foi possível após trabalho de inteligência e monitoramento, que permitiram identificar sua localização. Ele foi encontrado no interior de um centro religioso e detido sem resistência, durante uma ação precisa e sem confrontos.
Contra ele, foi cumprido mandado de prisão preventiva por envolvimento com organização criminosa e tráfico de drogas.