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‘Levi’ é condenado a 31 anos de prisão por morte de jovens

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 07 de julho de 2016 - 11:00
Preso em 2013, Levi é acusado de executar irmãos, no Coelho
Preso em 2013, Levi é acusado de executar irmãos, no Coelho -

Por Renata Sena

Escoltado por 15 agentes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Levi da Cruz Rebelo, o Levi da Alma - um dos traficantes mais perigosos de São Gonçalo, segundo a polícia - foi condenado a 31 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de São Gonçalo, na tarde de terça-feira.

O ex-chefão do pó no Morro da Alma é apontado como autor da morte dos irmãos Washington da Silva Maia, de 15 anos, e Willian da Silva Maia, 16, friamente executados por morarem numa área controlada por uma facção rival de Levi.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP), os irmãos foram assassinados com diversos disparos no corpo e na cabeça, na Rua Etelvina Barbosa, no Coelho, em São Gonçalo, no dia 18 de agosto de 2006. Os adolescentes haviam acabado de se mudar para o bairro, cujo tráfico era controlado por bandidos rivais de Levi da Alma.

A morte dos irmãos, que não tinham, envolvimento com o tráfico, chocou moradores do bairro e familiares dos jovens. Testemunhas do caso descreveram Levi da Alma como um traficante frio e cruel.

Prisão - Em outubro de 2013, Levi foi preso por PMs num sítio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, pelo crime de tráfico de drogas. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão contra ele, dois por tráfico de drogas e outros dois por homicídio. Mesmo preso, o criminoso não perdeu o prestígio na facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). Considerado homem de confiança do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso desde 2011, Levi continuou controlando a venda de drogas no Morro da Alma. No entanto, há três meses, a comunidade acabou sendo invadida por criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP).

Levi ganhou notoriedade no mundo crime ao proibir a venda de crack em suas bocas de fumo. Segundo a polícia, a proibição seria para manter seus clientes vivos e fiéis à cocaína vinda da Colômbia e da Venezuela, onde ele ia pessoalmente escolher a melhor pasta base para revender em São Gonçalo e na Rocinha, Zona Sul do Rio.

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