Bombeiro é assaltado e morto às margens da Niterói-Manilha

Por Marcela Freitas
“Obrigado Jesus pelo melhor dom de todos: Salvar vidas”. A frase em comemoração aos 160 anos pelo Dia dos Bombeiros, celebrado ontem, foi a última postagem do 2º sargento Antonio Marcos Nascimento de Oliveira, de 43 anos, em uma rede social. O militar que amava a profissão e integrava a corporação desde 1998 foi assassinado com um tiro na noite de sexta-feira, em uma tentativa de assalto, na Rua Carmela Dutra, em Santa Luzia, às margens da BR 101 (Niterói-Manilha).
Segundo informações da Polícia Militar, o sargento que era morador do Zé Garoto, passava pela rodovia, em seu Voyage prata, quando teria sido abordado por dois homens que anunciaram o assalto. A suspeita era que os criminosos estivessem em uma moto. O militar que portava uma pistola teria reagido à ação, com medo de que os suspeitos descobrissem que ele era militar e acabou sendo baleado. Uma dos assassinos também teria ficado ferido. O carro foi levado e encontrado na tarde de ontem, no centro de São Gonçalo.
De acordo com o delegado Marcus Amim, da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), a principal linha de investigação é a de latrocínio (roubo seguido de morte). Ainda segundo ele, as equipes estão buscando câmeras de segurança da região que podem ter flagrado a ação e testemunhas. Familiares da vítima também já foram ouvidos. A esposa da vítima, a empresária Bianca Bizzo, 35, disse que ficou sabendo da morte por uma rede social.
“Meu marido estava demorando a chegar e, como tenho a localização dele no celular, vi que estava parado há muito tempo em um único lugar. Para passar o tempo, acessei o Facebook. Foi ai que vi uma foto de um amigo com ele informando que ele havia sido assassinado. Liguei para algumas pessoas e, em poucos minutos recebi várias mensagens confirmando”, contou. Bianca disse ainda que o marido era muito esforçado e amava a profissão. “Ele tinha orgulho de falar que era bombeiro de busca e salvamento. Ele participou de socorro em várias tragédias ambientais, muitas das quais até como voluntário. Ele gostava tanto da profissão que tatuou na pele esse amor. Hoje é o dia dele (ontem), e Antonio Marcos, não vai comemorar”, lamentou chorando. Antônio, que era lotado no Quartel Central, no centro do Rio, deixa uma filha de 11 anos, uma enteada de 10 e a esposa grávida de quatro meses Ele será sepultado na manhã de hoje no Cemitério do Caju, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.